Arquivo da categoria ‘exposições’

etnografia naïf - joaquim nunes de souza - curitiba/pr

terça-feira, junho 29th, 2010

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“Joaquim, ou Joca como era chamado por sua mãe, levou uma vida introspectiva. Passou a ter interesse pela antropologia depois que trabalhou em um sebo, onde se maravilhou com obras agora desconsideradas pela antropologia contemporânea. Seu fervor pelos estudos do homem, cultura e sociedade, possivelmente surgiu da inabilidade social, pois, estudar as pessoas passou a ser uma forma de socialização para Joaquim.
A esse interesse somou-se a sua inexplicável habilidade no desenho e então, passou a anotar os comportamentos e registrar as pessoas da sua cidade, num esforço para catalogar a sociedade da qual se sentia excluído. Colocou-se numa posição de etnógrafo amador, capturando dados sociais para seu prórpio entendimento. Porém, sem interagir diretamente com seu objeto de estudo, sua produção é palpite, uma etnografia “naíf” por assim dizer. Mas, se colocarmos sua produção em um contexto artístico, este trabalho anônimo se revela estarrecedor.
Apresentar Joaquim de Souza ao público, à sociedade que ele tanto observou e desenhou, é um orgulho que compartilho com a Fundação Cultural de Curitiba, juntamente com o Instituto Paranaense de Estudos Antropológicos. Agradeço pessoalmente a Pró-Reitoria de Extensão Comunitária e o Núcleo de Psicologia Aplicada da UFPR, que nos apresentou o caso de Joaquim e deu todo o suporte quanto a análise psicológica da mostra.”

Pierre Lapalu - curador

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Joaquim Nunes de Souza (1982 - 2004), foi um observador silencioso da sociedade. Captou através de seu traço, pessoas comuns do dia a dia, em suas situações cotidianas, em um esforço para catalogar e classificar as pessoas da sua cidade, Curitiba. Embora sem formação acadêmica, Joca nutriu uma grande preocupação em estudar o homem. Porém, sua percepção social não era tão precisa quanto sua percepção da realidade sensível, o que torna seu trabalho uma contradição científica e uma afirmação poética.

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Após sua obra ficar escondida por anos, chegou às mãos da psicóloga Adriana Bueno para ser analisada como resultado de uma patologia mental. Dado o teor sociológico dos escritos de Joaquim, seu trabalho fora encaminhado para o IPEA (Instituto Paranaense de Estudos Antropológicos), onde, instigado pela síntese problemática do artista, o curador Pierre Lapalu idealizou esta mostra. A proposta do curador é a de possibilitar um maior conhecimento da obra deste artista, especialmente de sua poética específica, que pode ser definida em um conceito belamente contraditório: uma “antropologia instintiva”.

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Serviço: Exposições do programa Bolsa Produção
Local: Solar do Barão (Rua Carlos Cavalcanti, 533) - Salas do Museu da Gravura e do Museu da Fotografia.
“O Etnógrafo Naíf”, curadoria de Pierre Lapalu - espaços 9 e 10, bloco B, 1º andar
Data: até 8 de agosto de 2010
Horários - de terça a sexta-feira, das 9 as 12h e das 13h as 18h. Sábados, domingos e feriados das 12h as 18h.
Informações: 3321-3367.
Agendamento de visitas monitoradas: 3321-3275

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Pierre Lapalu, artista e curador da mostra, em visita a montagem da exposição, no Solar do Barão.

A exposição acontece na Sala do Lustre, antiga sala de festas da residência de Ildefonso Pereira Correia, 0 barão do Serro Azul (*6 de agosto de 1849 + 20 de maio de 1894), em Curitiba.

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museu de periferia do sítio cercado (mupe) - curitiba

domingo, dezembro 27th, 2009

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Alunos da Escola Guilherme Lacerda Braga Sobrinho – Centro de Ação Integrada à Criança (CAIC), no Sítio Cercado, em Curitiba, mostraram seus desenhos e redações sobre o bairro no dia 21/11/09 durante a comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra. São mais de 150 desenhos e redações produzidos por alunos de diferentes faixas etárias do ensino fundamental. A proposta de documentação é do Museu de Periferia do Sítio Cercado (MUPE) em fase de implantação como Ponto de Memória, que conta com a orientação em metodologia e processos museais da equipe técnica do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Os trabalhos foram exibidos em murais de cartolina. A atividade teve orientação da professora de história Simone Raia e será proposto em outras escolas do bairro em 2010.

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Os desenhos e redações estão sendo reproduzidos fotograficamente e transcritos pela equipe do MUPE seguindo critérios museológicos de documentação e arquivamento e serão disponibilizados para o público como acervo digital na página do MUPE. A criação deste acervo permitirá a capacitação de moradores do bairro, através de oficinas de metodologias de reprodução digital de imagens e documentos, catalogação, arquivamento e disponibilização de conteúdos na internet.

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O MUPE desenvolve projeto de pesquisa sobre a “Memória Viva do Sítio Cercado” através dos relatos e das representaçôes dos moradores.  O bairro era uma área rural até o final da década de 70 e teve um crescimento gigantesco nos últimos 30 anos, abrigando hoje aproximadamente 160 mil moradores. Para além da história oficial produzida academicamente, os depoimentos expressam a mitologia ativa na comunidade sob a perspectiva de cada indivíduo e indicam novos caminhos para o desenvolvimento social.  Os desenhos revelam características locais presentes no imaginário dos alunos, dentre elas o grande adensamento habitacional, o trânsito de automóveis, a violência urbana e os equipamentos de lazer das escolas, com suas canchas de esportes, gangorras e escorregadores.

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Link para a página do Museu de Perifeira do Sítio Cercado (Mupe) - Curitiba / PR

Link para post sobre o Museu de Favela (MUF) - Pavão, Pavãozinho e Cantagalo - Rio de Janeiro / RJ

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Na primeira metade do século XX, Laurindo Ferreira de Andrade adquiriu 180 alqueires de terra e instalou-se em uma região cercada de rios por todos os lados na região Sul de Curitiba. Esta localidade servia de pouso para tropas de gado pela facilidade de passagem e por ser cercada pelas águas.
Na década de 1940 seu Laurindo dividiu as terras com a família, onde cultivavam feijão, arroz, milho e hortaliças. Na década de 1960 a propriedade foi vendida a terceiros que iniciaram os loteamentos. Em 1992 ainda existia ali um grande vazio urbano que servia ao plantio de grama quando a prefeitura implementou dentro de sua área o Bairro Novo, um enorme loteamento com 12 mil lotes e área para mais 25 mil apartamentos. O Bairro Novo completou 17 anos em 22 de março de 2009 e nele já residem aproximadamente 60 mil pessoas.

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Bairro de maior densidade populacional da cidade, o Sítio Cercado situa-se a 13 km do centro da capital, e abriga aproximadamente 160 mil habitantes em seus 11,2 km quadrados.

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DELIMITAÇÃO DO BAIRRO CONFORME O DECRETO 774/1975
Ponto inicial na confluência do Arroio Cercado e o Ribeirão dos Padilhas. Segue pelo Ribeirão dos Padilhas, Rua Eduardo Pinto da Rocha, Estrada do Ganchinho, Rua Nicola Pellanda, Divisa Sul da Vila Santo Antonio, Arroio Cercado, até o ponto inicial.

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Vista panorâmica parcial do bairro Sítio Cercado a partir da rua Izaac Ferreira da Cruz, no Alto Boqueirão.

numa relax, numa tranquila…

quinta-feira, dezembro 17th, 2009

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Ponta Grossa - Canoa Quebrada / Ceará

CLIQUE E OUÇA - Bubuia
Céu, Anelis Assumpção e Thalma de Freitas

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ruídos… sons da minha infância - laura veiga de camargo - antonina / pr

terça-feira, julho 14th, 2009

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A partir do Mirante da Pedra, vista do Centro de Antonina, da região portuária da cidade e da Ponta da Pita. Ao fundo a baía e o município de Paranaguá.

Um, apito? está chegando um navio. Corro às escadas do sobrado. Eu e Arlete olhamos pela janela lateral. Ficamos lá, curiosidade boba, olhando, querendo adivinhar aquele ponto escuro lá longe, na entrada da baía. Será que é do Matarazzo? O Lídia? Todos os navios do Matarazzo tinham nomes femininos. Das irmãs do Conde.
Quantas namoradas ansiosas esperam… esposas e filhos também, os marinheiros casavam e aqui deixavam suas famílias. Criavam raízes e muitos se tornaram nossos.
Também podia ser o navio de passageiros do Lage. Henrique Lage tinha uma companhia de navegação, a Costeira, os navios sempre com nomes começados com Ita: Itaquera, Itapuca, etc., o Ita foi muito importante pra Antonina. O agente era o senhor José Thomaz do Nascimento, pessoa simpática e muito querida por todos os antoninenses, “o vovô Juca” dos meus filhos. Um contador de histórias de primeira, figura maravilhosa.
Quando chegavam na cidade era uma festa! Certa vez um desses navios trouxe Procópio Ferreira e sua companhia de teatro. Fez uma apresentação no nosso lindo Teatro Municipal, imaginem, foi fantástico. Aconteceram outras vezes óperas famosas, pessoas especiais por aqui passaram.
Madrugada… o som do martelo… senhor Alberto Colecci. Era carpinteiro e emérito marceneiro, que fazia também caixões para nossos mortos. Era um italiano bonito, barrigudo, olhos azuis, todo mundo gostava dele. Quando ouvíamos o martelo bater de madrugada, já nos vinha um pensamento: “quem será que morreu?”.
Outro apito, bem diferente do primeiro. Este é mais perto, forte, contínuo. O trem chegando. A Maria Fumaça. Jovens que esperam seus amores, familiares chegam de longe e as pessoas aglomeradas, ansiosas, esperam na pequena e bonita estação a chegada do trem.
O apito da partida é mais rápido. As vezes triste. Vai levando gente querida… e lá sobe o trem o Morro do Machadinho!
Feito engraçado: às vezes, por falta de “pressão” volta o comboio até a estação e as pessoas que tinham ficado ali, paradas, tristes, se alegram pois, oportunidade maravilhosa de ver mais uma vez o rosto querido, e as vezes até dava pra tocar na mão ou um beijo rápido. Na segunda vez, arranca e vai mesmo. Adeus.

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Centro de Antonina, ao fundo a igreja de Nossa Senhora do Pilar (matriz).

Madrugada, aquele barulho de uma máquina. Não se dorme? Ou dorme-se? Acostuma-se com o barulho e até se acha agradável. É o João Leite editando o Jornal de Antonina. Amanhece, segunda-feira e ele tem que entregar o jornalzinho. Escreve, edita, compõe os tipos, revisa e imprime. Devia haver uma estátua para o João Leite em Antonina. Merecia. Homem de Valor. Do jornal inteligente, político e bem humorado. Lembro de umas muito boas. “Garanta um elogio póstumo assinando o Jornal de Antonina“, ou então: “Aniversariou a menina mais bponita de Antonina, Lurdinha (era sua filha) e Laura veio cumprimentá-la e trouxe um sabonete de presente(?!!). Contava que seu jornal foi o primeiro do Brasil a ser punido pela “lei da imprensa”. Motivo; tinha um cachorro de estimaçao (raça vira-lata) que o dia todo dormia tranquilamente em frente a tipografia, mas, se aparecia na esquina do Grupo Escolar Brasílico Machado alguém com quem ele não simpatizasse acompanhava a vítima até o posto Texaco, latindo sem parar. Certa vez levou umas bengaladas que o deixaram bem machucado. Seu dono não teve dúvidas, foi ao juiz de direito dar queixa. Não deram a “mínima”! Na próxima edição o jornalzinho trouxe na primeira página, como manchete o acontecimento com o título: “Justiça P…” Foi apreendido o jornal. Naquela semana não ganhou nada, coitado do João Leite.
Bem… Belelém… bate o sino da igreja de São Benedito… não dá pra esquecer. Amanhecendo… a procissão do “Encontro”. A imagem de Nossa Senhora encontra a imagem de Cristo ressuscitado. Dona Sandra Mussi, como Verônica. Toda de preto, véu cobrindo o rosto, canta uma música belíssima com uma voz cheia de encanto. Um belo teatro! Emoção sem tamanho! Momento de magia! Daí segue a procissão até a igreja Matriz para a missa. Bate o sino… chama o povo para a reza.
Lá está a imagem bonita de Nossa Senhora do Pilar, representando a luz que iluminará sempre Antonina, esperando de seu povo bondade, trabalho, solidariedade é fé cristã. Amor, amor e amor. Amém.

Laura Veiga de Camargo, capelista autêntica, viúva de Geraldo, mãe de Geraldo Leão e Rafael Camargo, artistas criativos, e Alexandre, empresário.

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Imagem de Nossa Senhora do Pilar, em frente a igreja Matriz.

museu de favela (muf) - pavão, pavãozinho e cantagalo - rio de janeiro

quinta-feira, abril 23rd, 2009

muf_morropavaozinho_foto_gilsoncamargo_riodejaneiro_20_03_09z Graffiti de Acme - Carlos Esquivel Gomes da Silva - no morro do Pavãozinho.

O MUF tem por característica estabelecer itinerários possibilitando a visitação dos morros do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. Como “Museu de Percurso” a instituição propicia um contato com o cotidiano dos moradores tornando visíveis seus valores culturais. O patrimônio arquitetônico da favela é incomensurável e de relevância histórica mundial. Fruto do trabalho dos moradores que ali construíram as suas casas durante décadas, a favela inova em técnicas de edificação antecipando conceitos de reaproveitamento de materiais que podem encerrar grandes lições para a arquitetura contemporânea. No percurso indicado pelo museu podem ser apreciados trabalhos de artes visuais e grafitagem.

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“O Rio de Janeiro oferece ao turista suas belezas naturais e pontos turísticos reconhecidos internacionalmente, e em meio a tudo isso, fazem parte do cenário as favelas, consideradas por muitos como guetos, associadas só a violencia e a miséria. Contudo, aos olhos de seus moradores e de seus visitantes, são locais com uma gigantesca riqueza histórica e cultural a ser descoberta por aqueles que nunca se permitiram conhecê-la de perto.”
Rita de Cássia, diretora de Patrimônio do MUF e moradora do Cantagalo.

Link para vídeo de apresentação do MUF no Youtube.

Contatos para visitação:
muf.rio@gmail.com
21 - 2267 6374

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Mario Chagas - coordenador do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional / IPHAN.

“Da antiguidade ao mundo contemporâneo, os museus são reconhecidos por seu poder de produzir metamorfoses de significados e funções, por sua aptidão para a adaptação aos condicionamentos históricos e sociais e por sua vocação para a mediação cultural. Durante longo tempo os museus serviram para preservar os registros de memória das classes mais abastadas. Na atualidade um fenômeno novo já pode ser observado. O museu esta passando por um processo de democratização, de ressignificação e de apropriação cultural. Não se trata de democratizar o acesso aos museus já constituídos, mas sim de democratizar o próprio museu compreendido como tecnologia, como ferramenta de trabalho para uma relação nova e criativa com o passado, o presente e o futuro.(…) acionados pelos movimentos socias como mediadores entre tempos distintos, grupos sociais distintos e experiencias distintas, os museus se apresentam como práticas comprometidas com a vida, com o presente, com o cotidiano e com a transformação social”

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E se a alma do morro descesse
E se o Dona Marta fosse um vulcão e explodisse
E se a lava e a saliva do morro se derramasse e descesse
Baba sem trégua
E invadissse e ocupasse
Para sempre a cidade.

Mario Chagas - do livro “Língua de Fogo”

Clique e ouça o samba (marcha-rancho) “Alma do Morro”.
Música de Octavio Camargo e Chiris Gomes, sobre poema de Mario Chagas.
Com: Chiris Gomes, Ana Decker, Giselle Hishida, Giceli Camargo, Octavio Camargo, Manchinha, Odacir Mazzarollo, Wilson Lirou, Gilson Camargo, Lélo, Réco-réco, Bolão e Azeitona.

cléverson salvaro - compartilhe a irresponsabilidade

quinta-feira, abril 2nd, 2009

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Técnica: carimbo sobre parede.

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Beto Batata - Curitiba - 2002.

marcelo scalzo - pás na terra

sábado, janeiro 17th, 2009

Técnica: Pazinhas de sorvete, tipografia e caneta esferográfica.

show 1000 - exposição fotográfica - aeroanta curitiba

terça-feira, setembro 23rd, 2008

Desenho de Foca Cruz

Esta exposição aconteceu em 1996, por ocasião das comemorações do milésimo show produzido pelo Aeroanta de Curitiba, onde apresentamos 40 imagens de espetáculos ocorridos no local. Tive a oportunidade de fotografar por três anos para a casa - de 1993 a 1996 - documentando mais de 180 espetáculos musicais neste período. Aqui, uma pequena amostragem. De peso!

Cassia Eller

Chico Science

Jorge Ben

Herbert Vianna e João Barone, durante passagem de som

Titãs

Arnaldo Antunes

Tim Maia

“fotografia subjetiva - a contribuição alemã 1948-1963″ - casa andrade muricy

domingo, agosto 31st, 2008

A exposição que conta com a curadoria de J.A. Schmoll, apresenta através de 165 fotografias originais a contribuição alemã para a “fotografia subjetiva“, uma vertente internacional nos anos de 1948 a 1963.
As linhas tradicionais desta vertente retrocedem até a fotografia da Bauhaus nos anos 20 e ainda hoje muitos fotógrafos se consideram participantes desta tradição. A “fotografia subjetiva” não é impulsionada pela reprodução objetiva da realidade, mas pela interpretação pessoal através de representações imagéticas subjetivas. O resultado é uma fotografia estruturada  de forma consciente com valores gráficos acentuados em branco e preto.
Um precedente importante da “fotografia subjetiva” foi a fundação do grupo Fotoform em 1949 por Wolfgang Reisewitz  que se entendia como uma associação de jovens fotógrafos com os mesmos interesses e se via independente dos júris tradicionais. Seis fotógrafos pertenciam a este grupo: Otto Steinert, Peter Keetmann, Siegfried Lauterwasser, Toni Schneiders e Ludwig Windstoßer. Obtiveram seu primeiro grande sucesso com seu conceito da imagem fotografica moldada quando da primeira exposição Photokina em 1950, em Colônia, e estão representados nesta exposição. O grupo se dissolveu em 1957.
A segunda fase da “fotografia subjetiva“ na Alemanha  se desenvolve com Otto Steinert. Seus estudantes de fotografia na Escola de Artes de Saarbrücken, Monika von Boch, Kilian Breier e Joachim Lischke estão entre os novos nomes integrantes desta exposição, sob a legenda “Steiner e seus discípulos”.
As áreas do fotojornalismo e da fotografia de marketing estão representadas na mostra com fotografias de Robert Häusser e Stefan Moses, mostrando a transposição dos critérios estilísticos da “fotografia subjetiva” com a autenticidade imagética do motivo e sua formação estética como composição em preto e branco.

A exposição vem para Curitiba através do Goethe-Institut Curitiba e será aberta em 31 de julho na Casa Andrade Muricy, permanecendo até o dia 28 de setembro de 2008.


Casa Andrade Muricy refletida na fotografia “A árvore em frente a minha casa”, de Otto Steinert - 1956

“A fabricante de bonecas”, fotografia de Stefan Moses- 1962, em exposição

“Carpas”, fotografia de Adolf Lazi - 1950, em exposição na Casa Andrade Muricy

auto-retrato sobre “Retrato de Giselle”, de Guido Mangold - 1959

a day in a life - ein tag im leben - ДЕН ОД ЖИВОТОТ - um dia na vida

segunda-feira, julho 21st, 2008

Em Curitiba.


Katia Horn, exibe album de recortes de jornal, em performance que uniu 5 paí­ses.

A day in a life” é o resultado de um dialogo que vem se desenvolvendo entre artistas de diversos países através do “Upgrade International“, que reúne artistas de mídias digitais em trabalhos colaborativos de network e interatividade virtual.
Para as comemorações do aniversário de Münich - que completou 850 anos de fundação da cidade - preparou-se um “streaming de audio e video” em tempo real no dia 19 de julho, data do aniversário, integrando as cidades de Münich (Alemanha), Curitiba (Brasil), Skopje (Macedonia), Brisbane (Australia) e Brighton (Inglaterra). A performance, com duraçao de 1 hora, ocorreu na Wittelsbacherplatz em Münich, com projeção em telão das imagens e áudio simultâneas destas cinco cidades, e contou com a participaçao de artistas locais e grupos performáticos. Autoridades administrativas da cidade de Münich e do Estado da Bavaria tambem estiveram presentes no local.
Em Curitiba o evento ocorreu no Passeio Público no sábado dia 19 de Julho às 9 horas da manhã, no lado da rua Carlos Cavalcanti, próximo a feira de produtos orgânicos. Uma tenda foi montada no local para abrigar o evento.

Katia Horn e Stephany Mattanó executaram a performance, fazendo a integração com o público e oferecendo um bolo de aniversário. Houve também a apresentação da Família Horn e a interpretaçao de “Alice Crescendo”, peça musical de Octavio Camargo, - que estava em Münich neste dia e coordenou a apresentação local através da transmissao via streaming - pelos músicos Sergio Albach (clarinete), Helio Brandão (saxofone), Odacir Mazzarolo (oboé), Guto Horn (teclados) e Danilo (vibrafone).


A festividade em Curitiba contou com o apoio do Instituto Goethe, Fundaçao Cultural de Curitiba, COPEL, Policia Militar do Paraná e Paraná Esporte.

Em Munich. Fotos: Sybille Loew.

Em Brisbane. Fotos: Suzon Fuks

Em Brighton. Fotos: Claudia Kappenberg

artistas responsáveis:
Horst Konietzny- Munich/Alemanha
Octavio Camargo - Curitiba/Brasil
Boris Petrovisky - Skopje/Macedônia
Suzon Fuks, James Cunningham e Helen Jamieson - Brisbane/Australia
Claudia Kappenberg - Brighton/Inglaterra