Arquivo de junho, 2007

o estado da memória - fotos wilson brustolin

segunda-feira, junho 25th, 2007

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Catedral de Curitiba. Desde 1993 - ano do seu centenário - Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Nesta foto, na década de 80.

Wilson Brustolin/em memória.
Fotógrafo e advogado do BADEP (Banco de Desenvolvimento do Paraná) entre os anos 60 e 80 e poucos, época de sua extinção, documentou várias das inúmeras ações de desenvolvimento patrocinadas por esta instituição.
Seu arquivo, com mais de 5000 slides 35mm. me foi passado por um amigo da sua família após ter sido guardado durante anos de maneira inadequada (?), a julgar pelo seu estado. Estou escaneando.
Vi apenas uns 500, mas, já dá pra sentir o que os fungos podem fazer por uma fotografia. Ao acaso.
E em maior ou menor grau, o que deve acontecer com todos os filmes - cromos ou negativos - com o passar do tempo…

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Edifício Castelo Branco. Atual Museu Oscar Niemeyer. Curitiba/Paraná/Brasil

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Folclore Polonês/Paraná/Brasil

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Passeio Público de Curitiba/Paraná/Brasil

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luz, lucidez e alucinação - fotos haroldo viegas

sábado, junho 9th, 2007

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Caro (a) Sr. (Sra.):
Dois Bloody Mary preparados por mim mesmo (ou seja: duplos, ambos) justificam que eu comece a redigir este texto sem saber ainda a que destinatário o encaminharei. De mais a mais encontro-me, estranhamente em Goiás, do outro lado da linha das Tordesilhas. O que isto significa é algo que compete ao tempo elucidar.
(parágrafo, na outra linha) Suponho que o (a) destinatário (a) tenha surgido nestas plagas há mais de -pelo menos- três décadas e possa apreender minhas arcaicas gracinhas: fecha parênteses. Terá a falta de assunto produzido algum bom literato ao longo da história? Evidentemente os oradores estão excluidos. Pois! Pois, petit-pois. Vê-se que os efeitos daninhos do álcool na mente humana manifestam-se com surpreendente clareza.
O que tem me aborrecido sobremodo é esta empulhação do digital. Digital bom, para mim, é o dedo-médio estendido, em meio a seus irmãos dobrados - gesto que tardiamente surgiu em minha vida. O similar nacional -ora em desuso- era o OK dos nossos irmãos do norte, invertido. Pois. Não conseguiram ainda me convencer da superioridade dos sistemas digitais em relação aos analógicos senão pelo pouco tempo decorrente da leitura da publicidade ao uso de fato dos mesmos. Ora direis, ouvir válvulas! Com minha paranóica-perspicácia-multi-etí­lica, observei, com meus parcos recursos cartesianos, a abolição dos cristais nos equipamentos digitais, elementos estes fundamentais nos analógicos. Baseio-me basicamente nos aparelhos de reprodução ótica e sonora (lembra das agulhas?).
O impasse que deve se colocar, penso eu, é que o avanço tecnológico alcançou maravilhas no âmbito da simulação dos sentidos visuais e auditivos mas praticamente nenhum nos outros há longo considerados: o olfato, o paladar e o tato. Sendo assim, e para simplificar as coisas, vou ver se a massa do meu pão já cresceu e para tanto, encerro estas tolices.
Cordiais saudações.
Haroldo Viegas
agaviegas@terra.com.br

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