Arquivo de agosto, 2007

boteco bohemia 2007 - curitiba

sexta-feira, agosto 17th, 2007

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Para o Boteco Bohemia Curitiba/2007, nosso objetivo - o Estudio C é o responsável pela documentação fotográfica e foto para o anúncio vencedor - foi produzir imagens que representem a marca Bohemia e sua inserçao nas atividades do evento. Como estavam instalados os materiais de merchandising e divulgação dentro dos PDV’s e qual a receptividade e a participação dos frequentadores e proprietários dos bares concorrentes.
Além das imagens técnicas de documentação dos espaços, materiais gráficos e aplicação dos mesmos, buscamos captar imagens que traduzissem os sentimentos de alegria e encontro, presentes em todo “buteco” de responsa!
Sem produção, e nas condições existentes de luz.
O briefing não poderia ser melhor!

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O evento nos bares participantes

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Marco Dolabella do Bar dos Passarinhos, melhor petisco com a “lula ao shimeji”, melhor atendimento e 3° colocado em melhor ritual de servir Bohemia.

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Casa Velha. Melhor ritual de servir Bohemia e 2° colocado em melhor atendimento e melhor petisco, com a “dobradinha”.

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“Bucho a milanesa”, do Bar do Edmundo. 3° colocado, na categoria petisco, 3° colocado em melhor atendimento e 2° colocado em melhor ritual de servir Bohemia.

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Armazém Santa Ana - desde 1934.

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Francielli e a “alcatra no palito”, do Armazém Santa Ana.

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Sandwicheria República.

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Grupo “Samba de Mesa”. Bar Curityba.

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Bar do Ligeirinho, “casquinha de siri”.

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Gil - sério candidato a garçon nota 10 - servindo o brinde, no Jacobina.

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Bar Tartaruga. Concorrendo com o tradicional medalhão com bacon.

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Casa di Bel, e Claudia. O petisco: - “Picanha cheirosa!”

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“Pernil fatiado”, no Bar do Pudim.

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“Caldo de piranha”, com “Choro a Três” - João Egashira, Sérgio Albach e Leandro Teixeira - no Bar Giraldi.
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Festa da Saideira
BossaCucaNova, Paula Lima e Monobloco fizeram os shows da festa de premiação e encerramento do evento.

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Os organizadores do evento e parte da equipe de produção.

mais informações:
produção dos eventos Boteco Bohemia: CDB Produções
produção local: Partner Promo
site oficial: Boteco Bohemia Curitiba
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fotos: Gilson Camargo e Kraw Penas / Estudio C

utilização comercial do espaço público

sexta-feira, agosto 17th, 2007

Em Londres, a National Gallery - em campanha para aumentar sua visitação - expõs nas ruas reproduções de obras raras de seu acervo.

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um cão contempla “Four Officers of the Amsterdam Coopers”. De Gerbrand van den Eeckhout (1657).

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“Salomé recebe a cabeça de São João Batista”, de Caravaggio (1607-1610), ao lado de uma sex shop.

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“Sunflowers”, de Vincent Van Gogh, “brilham” sob o toldo de um café, no Soho.

fotos: David Lavene / fonte: Guardian
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em Curitiba,

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um outdoor na Avenida Paraná,

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chama atenção à paisagem.

fotos: Gilson Camargo

direitos autorais - seus familiares o aguardam na seção de achados e perdidos

sexta-feira, agosto 10th, 2007

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foto: Elliot Erwitt

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quarta-feira, agosto 8th, 2007

“Que bom ficar assim horas inteiras
Fumando… e olhando as lentas espirais…
Enquanto, fora, cantam os beirais
A baladilha ingênua das goteiras.”

(Mário Quintana)

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foto de Liane Neves
do blog do Solda

vila da glória - il fault un noveau monde a dés destins

terça-feira, agosto 7th, 2007

O Falanstério do Saí

No século XIX, o desencantamento com os ideais da Revolução Francesa revigorou o pensamento utópico, cujos desdobramentos elegeriam a América como um espaço geográfico propício para experiências até então inusitadas. Saint-Simon, Owen e Fourier foram os principais representantes dessa vertente de pensamento e apresentaram à humanidade fórmulas de liberação, inventando mundos novos nos quais propunham relações radicalmente inovadoras. Suas propostas encerravam uma concepção messiânica de política, por este motivo criticadas e denominadas por Marx e Engels de socialismo utópico.
Em janeiro de 1842, cerca de 217 franceses, liderados pelo doutor Benoit Jules Mure, se aventuraram na travessia do Atlântico rumo ao Brasil. Seu destino era um ponto em frente à Ilha de São Francisco do Sul, a Península do Saí. Ali, longe dos vícios das metrópoles européias, pretendiam criar um mundo novo, inspirados nas idéias de Charles Fourier, principalmente naquelas que diziam respeito às relações do trabalho. Por meio de um sistema econômico baseado na livre associação, tentariam implantar um sistema coletivista.

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Diferente de Marx, para o qual a chave da história era o conhecimento dos fenômenos materiais, das profundidades da economia, da relação dos homens no trabalho; para Fourier, a chave da história era o desvendamento da vida afetiva dos grupos, havendo uma correspondência entre o mundo planetário e o mundo social: “o movimento que impulsiona os planetas, assim como os homens, é o amor, a atração passional”.
Com base nessa concepção idealizou o “falanstério”, ou seja, uma habitação coletiva que abrigaria um mundo no qual a harmonia garantiria o bem-estar, a justiça e a liberdade entre seus habitantes. Essa palavra estranha foi criada por Fourier, já que não existia nenhuma na linguagem corrente que definisse a moradia por ele concebida. Falanstério, pois, significa a junção das palavras “falange” e “monastério”, porquanto as pessoas que nele habitassem seriam organizadas em falanges. Cada falange seria composta de 1.620 pessoas, 810 homens e 810 mulheres, e divididas em séries. Por sua vez, a série deveria ser dividida em grupos, segundo o número de trabalhos a realizar e as “atrações passionais” dos falansterianos.
O Dr. Mure foi o responsável pela única tentativa concreta de instalação de um falanstério no Brasil, o chamado Falanstério do Saí, contemplado no seu projeto com vastas oficinas, salas de refeição, bar e, num futuro próximo, livrarias, museus, gabinetes de física e um teatro. A cozinha seria comum a todos, bem com o a adega, o armazém e o celeiro.

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Dr. Benoit Jules Mure - 1809/1858

Quando chegou ao Brasil, Benoit Jules Mure tinha trinta e dois anos. Formado em medicina pela Universidade de Paris, por algum tempo se dedicara a homeopatia na França, na época, uma novidade terapêutica.
Homeopatia e utopia caminhavam juntas nos planos de Mure. Uma escola para formação de homeopatas complementava seu projeto para o Saí. No entanto, já em meados de 1843, estava de volta ao Rio de Janeiro. Parte de seus planos para a nova prática de curar concretizaram-se naquela cidade com a fundação do Instituto Homeopático do Brasil, não sem antes enfrentar oposição dos médicos tradicionais, que o envolveram em intrigas e dissabores. Desiludido, Mure voltou para a França em 1848.
São controversos os motivos pelo qual Mure desempenhou sua função de “empresário” na pretendida colonização. Fato é que Mure conseguiu aprovação da Assembléia Geral (atual Congresso Nacional) para o adiantamento de 64.000$00 (sessenta e quatro mil réis) destinados às despesas com a introdução de franceses adeptos das idéias de Fourier, a fim de estabelecerem a “Colônia Industrial do Saí”.

fonte: texto extraído do livro “Muito além da viagem de Gonneville”, editora da UFSC/SC

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Índios Carijó (Guarani), os habitantes nativos. Gravura de Ulrich Schmidl - 1559

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Ilha de São Francisco do Sul, vista da Vila da Glória- Saí/SC/Brasil - 2007
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Porto de Itapoá - o Saí hoje

Agora vai! Garantem Autoridades do Estado e do Município, empresários e BID oficializam a construção do terminal já falando de etapas vencidas para iniciar a obra.

Será instalado no município de Itapoá/SC, o primeiro Terminal de Contêineres (Tecon) privado do país, investimento de US$ 100 milhões: 44% dos grupos empresariais sócios do empreendimento (Conglomerado Battistella e Aliança Navegação Logística) e 56% do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Ao Governo do Estado caberá injetar recursos na infra-estrutura da região portuária, tendo como prioridades o asfalto da SC 415, que liga o terminal à BR 101, fornecimento de água e energia, capacitação da mão-de-obra e apoio ao aperfeiçoamento do Plano Diretor de Itapoá, neste caso, em parceria com o município.
O terminal terá capacidade instalada em sua primeira fase para movimentar 300 mil contêineres/ano, ampliando cerca de 50% os atuais 700 mil movimentos em São Francisco do Sul, Itajaí e Imbituba (os três portos do Estado). Já de início deve atender indústrias catarinenses e de outros estados nos seus embarques ao exterior, assegurar maior competitividade e cobrir ainda o fluxo de transbordo de cargas vindas da Argentina e do Uruguai. Num segundo momento o objetivo é ainda maior: alcançar 500 mil unidades/ano.

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pedra fundamental do porto de Itapoá. Ao fundo, a Ilha de São Francisco do Sul - junho/2007

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Previsto para iniciar suas operações em 2007, o Tecon já começa com a garantia do atracamento da frota da Aliança Navegação. A empresa estará colocando o Terminal nas rotas de seus navios de maior capacidade, transformando-o num pólo de cabotagem para cargas vindas da Argentina, Uruguai e de outros portos brasileiros.
Battistella explica que a concepção do terminal assegura a preservação da natureza em sua totalidade, garantindo a continuidade da praia ao público. O píer de atracação dos navios estará afastado cerca de 200 metros da praia, sendo ligado ao pátio de contêineres por duas pontes suspensas - esclarece o diretor. “As pontes sairão do pátio de contêineres e passarão sobre a praia, o que não muda em nada a vida local” - reafirma Battistella.

fonte: site da Prefeitura de Itapoá
fotos: Gilson Camargo

arthur wischral - fotografias em chapas de vidro

quinta-feira, agosto 2nd, 2007

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A coleção de negativos em chapas de vidro de Arthur Wischral é uma das mais importantes do acervo da Fundação Cultural de Curitiba. Composto por 6.750 chapas e 170 fragmentos, o conjunto documenta o desenvolvimento do interior do Estado e principalmente o processo urbanístico de Curitiba entre as décadas de 1910 e 1964.

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Filho de imigrantes alemães, Wischral nasceu em 1894 e registrou por mais de 50 anos os momentos marcantes da evolução de Curitiba e do Paraná, documentando o cotidiano da cidade, sua urbanização, obras ferroviárias, a agricultura, o homem do interior e do litoral. Desde o início da década de 1910, já trabalhava como repórter fotográfico, carreira na qual se firmou como um dos mais importantes profissionais do país, desenvolvendo trabalhos também no Rio de Janeiro, Santa Catarina e Bahia.

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Contratado pela Rede Paraná - Santa Catarina, com a finalidade de documentar obras nas estradas de ferro, Wischral sempre foi além do mero registro e desafiava o perigo para representar, através da fotografia, a realidade dos ferroviários. A paisagem é tema recorrente em sua obra. Ele fotografou os campos, as serras e a vida nas pequenas cidades do interior. Com olhar sensível, mas também aguçado e imbuído do espírito de repórter fotográfico, Wischral registrou a gradual ocupação dos arredores de Curitiba, revelando a inevitável transformação urbana da cidade.

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Memorial da Cidade - Curitiba/PR/Brasil - até 09 de setembro de 2007
fotos da exposição: Gilson Camargo

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