Arquivo de março, 2008

helena portela, kaley michelle e verônica rodrigues - as noivas de curitiba

segunda-feira, março 31st, 2008

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Durante os dias de Festival em Curitiba, as atrizes fizeram performances nas ruas da cidade, circulando vestidas de noiva. O signo, bastante comum, deslocado de seu espaço habitual, criou a possibilidade de produção destas imagens.

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sessão de teatro é cancelada porque os televisores pifaram!

terça-feira, março 25th, 2008

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A cena insólita aconteceu no Festival de Curitiba, no último domingo, dia 23.
Aos 15 minutos do espetáculo “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, em montagem da Cia. Os Satyros, exibida na Mostra Contemporânea de Teatro desta edição, os equipamentos de projeção de vídeo utilizados na peça apresentaram problemas e a sessão foi cancelada depois da tentativa de conserto do mesmo pela equipe técnica e de 10 minutos de espera do público, que foi embora sem entender “patavina”.

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O acontecimento bastante prosaico, ilustra situações nas quais os atores, reféns de aparatos tecnológicos, se vêem atados à condição de coadjuvantes de máquinas de projeção, áudio e iluminação.

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Nota:
“O Festival de Curitiba vem prestar esclarecimentos sobre a interrupção da sessão do dia 23 de março, às 20h30, do espetáculo Vestido de Noiva, no Guairinha. O espetáculo foi iniciado normalmente, mas devido a problemas técnicos com os recursos de multimídia o grupo Os Satyros decidiu interromper a sessão, já que o perfeito funcionamento dos equipamentos era imprescindível para a execução do espetáculo.
O Festival de Curitiba informa aos espectadores pagantes desta apresentação que haverá uma sessão especial de reposição nesta segunda-feira, dia 24 às 22h30, no Guairinha, após a sessão das 20h30.
Para os que não tiverem disponibilidade de comparecer à sessão especial, o valor do ingresso será restituído na íntegra e haverá também a possibilidade de trocar o ingresso para algum outro espetáculo do Festival na bilheteria do Centro Cultural Teatro Guaíra. Colocamos a disposição o email contato@festivaldecuritiba.com.br para outras informações.”
do site do Festival

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bolacha maria - um punhado de neve que restou da tempestade* - ftc 2008

domingo, março 23rd, 2008

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Sol Faganello
Quando fiz o teste para ser admitida no elenco da companhia me pediram que eu contasse uma história, eu não me lembro da história que contei, a história ficou extraviada na memória, como a anedota que quando comecei a contar descobri que não me lembrava do meio e do fim, ou como a anedota da qual eu me lembrava do final mas não tinha qualquer registro de como começava, eu não me lembrava também em que ponto da história havia era uma vez.
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Alan Raffo
Quando fiz o teste para ser admitido no elenco da companhia me fizeram uma pergunta. Muitas perguntas.
Tem perguntas que são difíceis de responder. Tem uma pergunta que me atormenta. Só uma. E é exatamente esta a pergunta que insistem em fazer.
- Você está se sentindo bem?
A pior pergunta do mundo. Ela me tortura.
No almoço, a forma de segurar o garfo causa apreensão entre os demais à mesa.
- Você está se sentindo bem?
Saio do banheiro onde o chuveiro me tomou trinta segundos a mais que o habitual.
- Você está se sentindo bem?
Chego para o café da manhã às sete e dez em vez de às sete e quinze.
- Você está se sentindo bem?
Levanto no meio da noite para beber um copo d’água. Ouço batidas na parede do quarto.
Meu vizinho está preocupado.
- Você está se sentindo bem?
Espirro.
- Você está se sentindo bem?
Não ouso suspirar.
- Você está se sentindo bem?
Uma pergunta, qualquer pergunta, inclusive esta, exige por sua própria natureza uma resposta.
Puta que o pariu. Pode ser uma resposta.
O silêncio. Pode ser uma resposta.
Um puta que o pariu mudo. Pode ser uma resposta.
Então aquele que ouviu a resposta faz uma pergunta. A mesma pergunta. Repete a pergunta.
- Você está se sentindo bem?
É o que eu ouço:
-Você está se sentindo bem?
Após esta pergunta que me assola, eu sempre sinto a mesma coisa.
Uma necessidade enorme de não estar me sentindo bem.
É isto. Uma necessidade torturadora de não estar me sentindo bem.
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Tatiana Blum
Quando fiz o teste para ser admitida no elenco da companhia me pediram que eu contasse uma história, é necessário que a história principie com era uma vez?, eu disse, não é necessário, ela disse, não é mesmo necessário, ela disse, mas agora eu já falei era uma vez e portanto há era uma vez no princípio da minha história, eu disse, eu posso riscar a frase era uma vez do meu relatório, ela disse, não é necessário, eu disse, então comece a história, ela disse.

Peça 1: O pano se abre, dois atores estão em cena. Olham-se e começam a rir desembestados, sem parar, até que, duas horas depois, o pano se fecha.
Peça 2: O ator estático diante de um botão de rosa. Quando a rosa desabrocha, o ator tira o lenço do bolso e enxuga o suor da testa.
Peça 3: Diante do teatro, a atriz sobe no mastro da bandeira e fica tremulando ao vento. É arriada por um coro grego às seis da tarde.
Peça 4: Ato I: O ator entra em cena e larga um macaquinho no meio do palco. O ator sai de cena. O macaquinho fica livre para fazer o que quiser. Ato II: O macaquinho entra em cena e larga o ator no meio do palco. O macaquinho sai de cena. O ator fica livre para fazer o que quiser. Ato III: O ator e o macaquinho compram entradas e vão embora.
Peça 5: Durante 23 segundos, trezentos atores cruzam gritando pelo palco. O palco permanece vazio e silencioso pelas próximas três horas.
Peça 6: Três mulheres nuas improvisam durante seis horas num dos camarins do teatro. Volta e meia o público na platéia consegue ouvir algum ruído.
Peça 7: O ator permanece três atos em pé no meio do palco olhando para um ponto fixo no fundo da platéia. Então caminha até o proscênio e diz, patético: Eu não disse?!
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Diego Fortes

Uma bússola com quatro nortes. Longitude. Latitude.
Acidentes geográficos. Sismos.
Brandindo um mapa, eu sempre comuniquei a quem interessar pudesse que conhecia exatamente a localização do meu paraíso perdido.
Aquele orgulho imenso ao informar que sabia onde ficava o meu paraíso perdido.
Todos me olhavam com inveja. Todos que tinham seus paraísos perdidos apenas como lembrança, olhavam com inveja para o meu mapa.
Eu conhecia o caminho para voltar ao meu paraíso perdido.
Conhecia todos os detalhes do caminho.
Como atravessar os desertos. Como cruzar as florestas.
Quais as voltas necessárias para evitar os animais perigosos.
O lugar dos alimentos e das águas para saciar o viajante. Tudo.
Eu informava a quem interessar pudesse que retornaria ao meu paraíso perdido a qualquer momento. Ah, a inveja que eu provocava.
O meu paraíso perdido eu conhecia o lugar. Eu sabia a localização exata dele.
Que vida importante vive quem sabe onde fica o paraíso perdido.
O endereço do paraíso perdido.
O que os invejosos não percebiam era que eu nunca deixava de chamar o paraíso de perdido. Se os invejosos percebessem isto, seria o meu fim.
Fim que eu mesmo não evitava. Eu estragava tudo todas às vezes. (incontido riso nervoso)
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Alexandre Nero
Quando fiz o teste para ser admitido no elenco da companhia me pediram que eu contasse uma história, uma história que eu vivi?, eu perguntei, uma história vivida por outras pessoas?, eu perguntei, uma história que me contaram?, eu perguntei, uma história que eu inventei?, eu perguntei, uma história, eles disseram, qualquer história, eles disseram, eu não me lembrava se eram eles ou somente uma pessoa que estava aplicando o teste, às vezes a minha memória indicava que era uma única pessoa, uma mulher com um vestido verde, outras vezes que eram várias pessoas mas nenhuma delas era a mulher com vestido verde.

- Eu sei a história de uma atriz.
A história da atriz é assim: A atriz olhou para a platéia e esperou o foco de luz fechar lentamente até iluminar apenas o rosto. Então ela disse: A felicidade não bateu na porta, a felicidade colocou um bilhete por baixo da porta, o bilhete dizia:
Foda-se.
Blecaute.

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* fragmentos do roteiro original

Agradecimentos
A Armadilha Cia. de Teatro
Autor: Manoel Carlos Karam
Direção: Nadja Naira

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jean baptiste debret - o teatro dos índios - 1820`s

sexta-feira, março 21st, 2008

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Índios da missão de São José. Brasil.

Reprodução a partir do livro “Debret e o Brasil”, de Julio Bandeira e Pedro Corrêa do Lago - Editora Capivara / 2007

a herança de bush

quinta-feira, março 20th, 2008

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do blog do Solda

kleber menezes - colagem digital e desenho

quarta-feira, março 19th, 2008

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Kleber Menezes nasceu no Brasil. Vive em Nova York desde 1999.
www.klebercm.com

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image_klebermenezes2.jpgimage_klebermenezes3.jpgimage_klebermenezes6.jpgimage_klebermenezes10.jpgimage_klebermenezes7.jpgimage_klebermenezes4.jpgimage_klebermenezes5.jpg
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bárbara kirchner - mulheres barbaras - canções úteis - wonka bar - curitiba - 16/03/2008

segunda-feira, março 17th, 2008

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Octávio Camargo e Bárbara Kirchner.

A conversa começou no final de 2006, com o encontro de Antonio Thadeu Wojciechowski e Octavio Camargo. O primeiro, poeta genial e ser humano magnífico. O segundo, dentre zilhões de habilidades especiais, músico e compositor encantador. Em 2007 eu apareci. Os dois já estavam com umas 15 canções, laboradas sempre durante conversações da vida, com coloridos salpicados pelos parceiros que estiveram sentados com eles na mesa … Claudio Fajardo, Edson de Vulcanis, Alexandre França, Troy Rossilho, Claudete Pereira Jorge, Carlos Kaspchack, Luiz Felipe Leprevost, Bira, Edson, Magoo … só pra citar os que se achegam na casa do Thadeu, o verdadeiro Polaco da Barreirinha, com mais frequência. Este papo chegou hoje às 60 canções. Todas nascidas durante conversas noite adentro e amanhecer afora. Também apareceram o Paulo Leminski, o Cruz e Souza, Gonçalves Dias … O Língua Madura é o primeiro disco (profetiza o Thadeu que serão muito mais de cinco). Gravado no estúdio do Troy Rossilho inicialmente com a preocupação de ‘guardar’ as melodias, foi prensado na Grande Garagem que Grava, serigrafado pelo próprio polaco e lançado no Sal Grosso no dia 21/12/2007, justamente uma semana depois da gravação. Está no forno o ‘Ciúmes de Horror’, outras 14 canções, com previsão de lançamento tão logo consigamos reunir o capital necessário (e aqui a graça do independente, 350 pilas e ao menos 100 potenciais corações podem ser emocionados). Eu, Barbarela K até aqui, cantora amadora de bandas independentes em Curitiba desde os idos de 90, passei a ser nominada pelos convivas de Barbara Kirchner, confessando pra vocês, com toda a alegria das folhas ao vento, o grande presente que me deu a vida, ao respirar o mesmo ar do Octavio e do Thadeu.

link para o site da Trama Virtual, onde se podem ouvir algumas das músicas aqui reproduzidas
link para o site do Estúdio Livre, onde também se podem ouvir algumas das músicas aqui reproduzidas

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A Vida é Combate (do cd “Ciúmes de Horror”)
Gonçalves Dias
Antonio Thadeu Wojciechowski
Octávio Camargo
Bárbara Kirchner
Alexandre França
Luiz Felipe Leprevost

A vida é combate
que aos fracos abate
e aos bravos e aos fortes
só faz exaltar

Pra que então baixar a cabeça
se a tua queixa
mesmo que seja de cair o queixo
nada vai acrescentar

Assim também é o amor
entre duas pessoas
que se amam de verdade

Pra que então baixar a cabeça
se a tua queixa
mesmo que seja de cair o queixo
nada vai acrescentar

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Raiva Destilada (do cd “Ciúmes de Horror”)
Antonio Thadeu Wojciechowski
Octávio Camargo
Bárbara Kirchner

O sofrimento é um tipo de doença
que dá na alma
Vem misturado com arrependimento
remorso e amor próprio ferido de morte

Nem parei de respirar
e já me querem morto

O que ela disse de mim num momento de raiva
não se diz nem prum cachorro louco

É engraçado perder tempo com tristeza
se só lembramos dos momentos felizes
Os tristes vão sendo apagados pouco a pouco
da face da Terra

Pra ir morar no inferno de sua casa paterna
onde habitam todos os demônios da família
Parentes que por não terem bem de si pra falar
falam mal dos outros

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Antonio Thadeu Wojciechowski e Bárbara Kirchner.

Língua Madura (do cd “Língua Madura”)
Octavio Camargo
Antonio Thadeu Wojciechowski
Barbara Kirchner
Edson Nunes Monteiro
Ubiratan G. Oliveira

língua madura
como vai a vida
bendita e querida
ou anda sofrendo mais
do que mulher de vida facil?
conta pra nós
qual é a sua
língua madura
um homem de sua estatura
com toda essa envergadura moral
deveria andar
de cabeça erguida
e nunca com a mão no bolso procurando um drops
pra mulher bomba que vai explodir seu coração
diga então
lingua madura
como vai a vida
bendita e querida
ou anda querendo subir de posto nesse partido alto
e ser apanhado de pijamas
fica bacana
um homem de bem
coberto de lama
completamente iludido
por um beijo no asfalto
por favor toma tento,
não faça vergonha
se atrapalhando todo atras de um isqueiro
pra acender por primeiro o cigarro
de quem não te ama

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Plástica (do cd “Nabuto Almada”)
Antonio Thadeu Wojciechowski
Octávio Camargo
Bárbara Kirchner

Plástica é a minha visão sobre as coisas
que a vida encerra pro artista
que iluminam pontos de vista
pra que possamos dizer
o que nunca dizemos
para que saibamos que a verdade
é um elemento da vida

Plástica, pura plástica, cores divididas,
num painel que dá numa janela
onde voce enxerga a felicidade

Nunca mais vamos riscar o quadro
de um artista abstrato
e dizer que é um barato
eliminar as pedras do sapato

Plástica é a minha visão sobre as coisas
que a vida encerra pro artista

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eliane prolik - escultura - cruzadas

domingo, março 9th, 2008

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release da exposição “Simultâneas Passagens”, de Eliane Prolik e Bernadete Amorim, na Casa Andrade Muricy - Curitiba / 2005