museu de favela (muf) - pavão, pavãozinho e cantagalo - rio de janeiro
quinta-feira, abril 23rd, 2009
Graffiti de Acme - Carlos Esquivel Gomes da Silva - no morro do Pavãozinho.
O MUF tem por característica estabelecer itinerários possibilitando a visitação dos morros do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. Como “Museu de Percurso” a instituição propicia um contato com o cotidiano dos moradores tornando visíveis seus valores culturais. O patrimônio arquitetônico da favela é incomensurável e de relevância histórica mundial. Fruto do trabalho dos moradores que ali construíram as suas casas durante décadas, a favela inova em técnicas de edificação antecipando conceitos de reaproveitamento de materiais que podem encerrar grandes lições para a arquitetura contemporânea. No percurso indicado pelo museu podem ser apreciados trabalhos de artes visuais e grafitagem.
“O Rio de Janeiro oferece ao turista suas belezas naturais e pontos turísticos reconhecidos internacionalmente, e em meio a tudo isso, fazem parte do cenário as favelas, consideradas por muitos como guetos, associadas só a violencia e a miséria. Contudo, aos olhos de seus moradores e de seus visitantes, são locais com uma gigantesca riqueza histórica e cultural a ser descoberta por aqueles que nunca se permitiram conhecê-la de perto.”
Rita de Cássia, diretora de Patrimônio do MUF e moradora do Cantagalo.
Link para vídeo de apresentação do MUF no Youtube.
Contatos para visitação:
muf.rio@gmail.com
21 - 2267 6374

Mario Chagas - coordenador do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional / IPHAN.
“Da antiguidade ao mundo contemporâneo, os museus são reconhecidos por seu poder de produzir metamorfoses de significados e funções, por sua aptidão para a adaptação aos condicionamentos históricos e sociais e por sua vocação para a mediação cultural. Durante longo tempo os museus serviram para preservar os registros de memória das classes mais abastadas. Na atualidade um fenômeno novo já pode ser observado. O museu esta passando por um processo de democratização, de ressignificação e de apropriação cultural. Não se trata de democratizar o acesso aos museus já constituídos, mas sim de democratizar o próprio museu compreendido como tecnologia, como ferramenta de trabalho para uma relação nova e criativa com o passado, o presente e o futuro.(…) acionados pelos movimentos socias como mediadores entre tempos distintos, grupos sociais distintos e experiencias distintas, os museus se apresentam como práticas comprometidas com a vida, com o presente, com o cotidiano e com a transformação social”
E se a alma do morro descesse
E se o Dona Marta fosse um vulcão e explodisse
E se a lava e a saliva do morro se derramasse e descesse
Baba sem trégua
E invadissse e ocupasse
Para sempre a cidade.
Mario Chagas - do livro “Língua de Fogo”
Clique e ouça o samba (marcha-rancho) “Alma do Morro”.
Música de Octavio Camargo e Chiris Gomes, sobre poema de Mario Chagas.
Com: Chiris Gomes, Ana Decker, Giselle Hishida, Giceli Camargo, Octavio Camargo, Manchinha, Odacir Mazzarollo, Wilson Lirou, Gilson Camargo, Lélo, Réco-réco, Bolão e Azeitona.







