cena 11 cia. de dança - “pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente”

Em “PFdFSRi”, oitavo espetáculo do grupo catarinense patrocinado pela PETROBRAS, permanecem características marcantes dos trabalhos anteriores, como o embasamento teórico e a técnica diferenciada de dança. Música ao vivo, guitarra, voz. Nos detalhes, sutilezas que permitem que uma história seja contada. Há ursos de pelúcia, bichos empalhados e a cachorra Nina, da raça border collie, presente em SKINNERBOX, continua com o elenco em nova participação.





Uma coreografia de evidências e contos
Caracterizado por ser uma Companhia de dança na qual a confluência entre teoria e prática direciona os objetivos artísticos, o Grupo Cena 11 Cia. de Dança nos últimos quatro anos propôs que sua produção coreográfica fosse tratada como um processo em constante desenvolvimento, tendo como patamares de estabilidade as formulações artísticas que leva à público.
Seguindo esta trajetória, “pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente” (PFdFSRi), espetáculo criado por meio do prêmio Funarte PETROBRAS de Fomento à Dança, foi primeiramente apresentado no formato de work in progress em junho de 2006 no Festival In Transit em Berlim, participando também nos Laboratórios de troca de informação que compunham a programação do evento. Em novembro de 2006 teve sua pré-estréia em Florianópolis,levando ao palco sua primeira proposta de organização como espetáculo.
Em 2007, o Grupo Cena 11 Cia. de Dança propõe a estréia e circulação de “pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente” como conclusão para os objetivos propostos inicialmente:
1. desenvolver o design do movimento via execução de padrões de ação modificados por roteiros coreográficos, caracterizando estabilidade como resultado dependente do grau adaptativo de cada corpo.
2. Pesquisar evidências do trânsito entre natureza e cultura e utilizá-las na construção de perguntas sobre realidade e ficção.
3. Aprimorar a relação de dança e tecnologia investindo no desenvolvimento de sistemas de interação entre movimento e modificação do ambiente via interfaces Físico/Digitais.






Design:
O projeto do movimento em PFdFSRi procura soluções sendo um mapa, um tratado que situa e define as possibilidades de existência do movimento e suas estratégias de sobrevivência em um dado ambiente. O ambiente, “pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente”, vai revelando suas fronteiras e condições ao mesmo tempo que o movimento propõe suas táticas de adaptação.
O movimento precisa reconhecer a natureza do estado do corpo e permitir que as interferências propostas pela coreografia produzam informações que reorganizem a continuidade do movimento proposto. Dessa forma, o que pretendemos como resultado final está mais vinculado à escuta do que sucede para construir sua verificação, do que a determinação do movimento em função da produção de uma imagem.





Dança e tecnologia:
Usamos a tecnologia como extensão do corpo. Isto inclui a maneira como pensamos nossa dança. Em PFdFSRi a utilização de sensores (câmeras, acelerômetro), robôs, programas de detecção de padrão, vídeo e sistemas de vjing; está vinculada as propriedades que estes elementos fornecem ao corpo e como este corpo responde a estes elementos por meio destas propriedades. Sistemas e programas foram desenvolvidos especialmente para atuarem no espetáculo, e contam com a participação também do espectador para concluírem seus objetivos no palco.







Natureza, cultura, realidade e ficção:
“pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente” é uma fábula feita da colagem de ações, objetos, corpos, imagens e movimentos que se fortalecem das características que as definem para ganharem novos significados ao se inter-relacionarem. Um músculo cansado, respirações ofegantes, peso do corpo, força bruta, vestígios de dança, um espantalho, um brinquedo, um soldado de chumbo, cavalos, expectativas, caixinhas de música, memória, tempo dilatado, saudades, o velho, vingança, liberdade e realidade. Um conto.










O corpo procura parceiros para sua dança. A dança procura meios para perceber-se real. Ficção e realidade intercalam seus lugares e assim contam histórias. Peso e desequilíbrio como recurso de anti-vaidade, a autoria da ação divide assinaturas entre gravidade, ossos, músculos, cérebros e espectadores.
Dança como vestígio. Dança para não ter poder. Tempo para entendermos o tempo.


O GRUPO CENA 11 CIA. DE DANÇA desenvolve uma técnica particular e instaura projetos de pesquisa e formação, sempre com o propósito de confluir teoria e prática no entendimento de dança. Um núcleo de criação com formação em várias áreas compõe a base para uma produção artística em que a idéia precisa ganhar expansão num corpo e organizar-se como dança. As produções da companhia são: Respostas sobre Dor (1994); O Novo Cangaço (1996); In’Perfeito (1997); A Carne dos Vencidos no Verbo dos Anjos (1998); Violência (2000); Projeto SKR (2002); SKINNERBOX (2005) e “pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente” (2007).
texto:
Gabriel Collaço - gabriel@cena11.com.br
Alejandro Ahmed - ahmed@cena11.com.br
fotos:
Gilson Camargo
Imagens produzidas nos dias 18 e 19 de maio de 2007, no SESC Pinheiros/SP .
link para matéria sobre a estréia em SP no Diário Catarinense do dia 21/05/2007

29 de maio de 2007 às 0:45
Fotos incríveis!
Fazem justiça ao impressionante trabalho da companhia Cena 11 (do qual já tive a oportunidade de assistir Skinnerbox, em Curitiba). Post montado com excelência, pra ler e reler, tendo as imagens das complexas coreografias e manipulações simbólicas da companhia na cabeça.
Depois dessa, o resto é silêncio.
5 de junho de 2007 às 13:42
cena 11 cia. de dança - “pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente”…
Em “PFdFSRi”, oitavo espetáculo do grupo catarinense patrocinado pela PETROBRAS, permanecem características marcantes dos trabalhos anteriores, como o embasamento teórico e a técnica diferenciada de dança. Música ao vivo, guitarra, voz. Nos detalhes, …
25 de junho de 2007 às 1:26
Fantástico.
Não há mais o que dizer,aliás acho que nada poderia definir melhor que essa palavra.
Parabéns!
2 de agosto de 2008 às 16:47
Se jogar é muito bom…..
Parabéns
2 de fevereiro de 2009 às 15:49
Que bom encontrar essas fotos, assisti Skinnerbox em Londrina-PR e foi inesquecível, esses dias passou um especial com eles no canal do Senac, muito boas as fotos tbm.
saludos
15 de maio de 2009 às 16:06
sem palavras pra descrever o trabalho de voceis.
Best dence…
é o meu sonho trabalhar com vcs…
Cia avus de dança contemporanea… bjs
20 de agosto de 2009 às 19:42
ASSISTIR O VÍDEO
CONTROLOE CORPORAL
…bELO AcOnTeCiMeNtO…
..TRANSFORMADOR
..TRANSCENDE
..REAL..IMAGINÁRIO
20 de março de 2010 às 21:14
Adorei ! agora sou fã de vcs nossa QUE TRABALHO MARAVILHOZU