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clássicos curitibanos – teatro político em 1960

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Euclides Coelho de Souza, interpretando Fidel Castro, durante apresentação de “Pátria o Muerte” em cima de um caminhão, em praça pública no bairro Portão, em Curitiba em 1960. Foto: Acervo Euclides Coelho de Souza.

No início da década de 1960, jovens estudantes curitibanos, artistas e intelectuais sonharam em fazer a revolução social através do teatro. Contar ao povo sobre as desigualdades e construir uma sociedade mais justa. Esta história começou em 1959 no Partido Comunista e terminou com o Golpe Militar em 1964. Do teatro em cima de caminhão em praças públicas e saídas de estádios a encenações de peças no Teatro Guaíra, o grupo chegou a utilizar o teatro de bonecos para alfabetizar nas favelas e conseguiu, assim como noticiado pelo jornal Diário do Paraná em 1961, “inaugurar o teatro político em Curitiba”.

O documentário “Teatro Político – Uma história de utopia” produzido por Ana Carolina Caldas e dirigido por Tulio Viaro, terá sua primeira apresentação na próxima segunda feira, dia 13/09/10, as 19h. na Cinemateca de Curitiba, e rememora um movimento que contou com a participação de curitibanos como o jornalista Walmor Marcelino, o titeriteiro Euclides Coelho de Souza (o Dadá do Teatro de Bonecos) e sua esposa Adair Chevonika, a socióloga Zélia Passos, Oraci Gemba e Abauna Busmayer, além de jornalistas, cronistas e críticos de artes dos jornais curitibanos da época, como Edésio Passos, Silvio Back, René Dotti e Luiz Geraldo Mazza.

Pretendemos neste projeto pesquisar e registrar como Patrimônio Imaterial a história deste movimento polí­tico cultural que culminou, na década de 60, na formação do Centro Popular de Cultura da Une (CPC da UNE) em Curitiba, tendo o teatro como estratégia de conscientização política da população.
Ana Carolina Caldas

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Público de apresentação de “Pátria o Muerte”, de Oduvaldo Vianna Filho, em praça pública no bairro Portão, em Curitiba, em 1960. Foto: Acervo Euclides Coelho de Souza.

CLIQUE E OUÇA – Teatro Político
Música original: Octavio Camargo
Voz: Chiris Gomes, Katia Horn, Luiz Felipe Leprevost, Alexandre França, Troy Rossilho e Octavio Camargo
Piano: Octavio Camargo
Percussão: Endrigo Bettega

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Pobre do trabalhador
Que vive explorado pelo capital
E vende o tempo que ganhou de Deus
Para o seu patrão em troca de um salário
Que mal dá pro aluguel
Muito menos pra pensar em casar
Pagar o jantar e a lua de mel

São seis horas da manhã
E ele já está pronto para começar
Leva no bolso o cartão com a perfuração
Que é prova de sua honestidade
Até o sol baixar
Depois põe o gorro de lã
Presente de mamãe pra lhe agasalhar

chirisgomes_chrismacedomaureenmiranda_osjustos_foto_gilsoncamargo_curitiba_agosto2010Chiris Gomes, Christiane de Macedo e Maureen Miranda em montagem de “Os Justos”, de Albert Camus, que teve trechos reencenados, dirigidos por Octavio Camargo para a gravação do documentário.

Link para página do projeto “Teatro Político 1960” onde se encontram as entrevistas com os personagens, e fotos e vídeos do processo de realização deste trabalho.

Entrevistas, pesquisa e roteiro: Ana Carolina Caldas – Direção: Tulio ViaroFotografia: Gilson Camargo

Este projeto foi viabilizado pelo Edital de Patrimônio Imaterial, através da Lei Municipal de Incentivo a Cultura – Fundação Cultural de Curitiba.



3 comentários para “clássicos curitibanos – teatro político em 1960”

  1. Ana Carolina Caldas disse:

    Grata pela parceria e aprendizado com você. Muito obrigada! clap clap clap!!!!!!

  2. Tweets that mention Olhar Comum » Arquivo » clássicos curitibanos - teatro político em 1960 -- Topsy.com disse:

    […] This post was mentioned on Twitter by gilsoncamargo, Ana. Ana said: CLAAAAAASSICOS CURITIBANOS —–) http://bit.ly/cGs71X […]

  3. jan disse:

    que trabalho maravilhoso, de todos!
    e o dadá é uma figura extraordinária!

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