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o caminho do peabiru

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A palavra Peabiru é tupi-guarani e para ela há uma variedade de definições: “Caminho forrado”; “Caminho antigo de ida e volta”; “Caminho pisado”; “Caminho sem ervas”; “Caminho que leva ao céu”, entre outras.
A intensa ocupação humana destruiu o Peabiru, hoje restam pouquíssimos vestígios. Os mais importantes deles, até o momento, localizam-se em Pitanga / PR.
Provavelmente milenar, o Caminho foi descrito desde o século 16 como possuindo cerca de oito palmos de largura, uma profundidade de 40 cm. e forrado por gramíneas que impediam o crescimento do mato.
Ainda não é possível saber a rota exata do Caminho, mas, é possível traçar um roteiro aproximado.
O tronco paulista, que começava em São Vicente e Cananéia, seguia a direção do rio Tietê – município de Itu – rio Paranapanema – rio Itararé – nascente do rio Ribeira do Iguape.
Entrando no PR, percorria Doutor Ulisses – Cerro Azul – Castro – Tibagi – Reserva – Cândido de Abreu – Pitanga – Palmital – Guaraniaçu – Corbélia – Nova Aurora – Tupãssi – Assis Chateubriand – Palotina – Guaíra.
O tronco principal catarinense, iniciava-se provavelmente no Massiambu (Palhoça), seguindo por Florianópolis – litoral norte – rio Itapocu – Guaramirim – São Bento – Mafra. Entrava no PR por Rio Negro – Campo do Tenente – Lapa – Porto Amazonas – Palmeira – Castro, trecho usado depois pelos tropeiros.
O Peabiru deixava o estado do PR por Guaíra. Havia outra passagem por Foz do Iguaçu – usada por Alvarez Nunes Cabeza de Vaca em 1542.
O Peabiru então, seguia ao norte até a serra de Santa Luzia, perto de Corumbá / MS. Em Puerto Suarez penetrava na Bolívia. Passava por Cochabamba – Sucre – Potosí. Nesses locais existiam caminhos incas com várias opções para alcançar o Pacífico, as mais próximas eram Tacna, Montegua e Arequipa.
Os estudiosos ainda não sabem quem abriu o Caminho do Peabiru. Há três hipóteses principais:
1 – Caminho da Terra Sem Mal – A primeira hipótese supõe que o Peabiru tenha sido aberto pelos guaranis ou por povos anteriores – talvez os itararés.
Originária do Paraguai, a tribo teria se deslocado para o litoral sul do Brasil entre os anos 1000 e 1300. O Peabiru teria sido aberto nessa migração, cujo objetivo era a procura de um paraíso, a Terra Sem Mal.
2 – Caminho dos Incas – Supõe a construção da trilha como uma iniciativa inca ou pré inca. Neste caso, o Peabiru seria uma via aberta para a prospecção de territórios do Atlântico, visando o comércio com as tribos selváticas do Paraguai, MS, PR, SP e SC.
Primeiro uma estrada de comércio. Depois quem sabe, uma estrada de penetração definitiva das poderosas civilizações andinas no Atlântico sul.
Como via de mão dupla, o Peabiru permitiu a chegada dos guaranis aos Andes. Mesmo sem relações duradouras, as idas e vindas de guaranis e incas pelo Caminho deixaram vestígios de uma certa influência cultural na astronomia (leitura e uso de manchas da Via Lactea), estatística (semelhança do ainhé, cordão de cipó guarani com o quipu dos incas), música (flauta de pã), armamento (semelhança da macaná, borduna guarani com a maqana incaica), denominação de fauna e flora : sara (espiga, em guarani; milho em quêchua), cui (animal roedor, nos dois idiomas), jaguar (felino, nos dois idiomas), mandioca e ioca / iuca, suri (ema, nos dois idiomas).
3 – Caminho de São Tomé – Segundo essa versão, o Peabiru teria sido aberto por São Tomé, apóstolo de Cristo. Segundo Sérgio Buarque de Holanda, a devoção suscitada pela descoberta deste Caminho de Tomé na América no século 16 foi tal, que quase desbancou o de Santiago de Compostela. “Pouco faltaria em verdade que não apenas na India, mas em todo o mundo colonial português, essa devoção tomasse um pouco o lugar que na metrópole e na Espanha em geral… “tivera o culto bélico de outro companheiro e discípulo de Jesus, cujo corpo se julgava sepultado em Compostela”.
A passagem de Tomé pelo Novo Mundo foi mencionada por índios, padres, autoridades e colonos europeus no século 16. A versão corrente é que um homem branco, barbudo, teria chegado ao litoral brasileiro “andando sobre as águas”. Foi chamado de Sumé.
Em sua peregrinação, teria ido ao Paraguai, abrindo o Caminho. Ali foi visto e chamado de Pay Sumé. Saindo do Paraguai, a misteriosa figura teria continuado até os Andes. Os pré incas o chamaram de Kuniraya. Mais tarde, o personagem recebeu dos incas o nome de Viracocha. Após um período no Peru, ele teria ido embora, também “andando sobre as águas”.
O Caminho do Peabiru tem toda uma parte ligada a cultura indígena. Um aspecto interessante é que ele também pode ser relacionado com a astronomia indígena.

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Oservando o mapa do Peabiru percebemos que ele inclui, na verdade, diversos caminhos. Vamos nos ater a um só, que foi percorrido pelo pioneiro Aleixo Garcia. Este se inicia em Florianópolis, no oceano Atlântico e vai até Potosi na Bolívia, pegando depois as estradas dos Incas e indo terminar no oceano Pacífico. Ou seja, é um caminho transcontinental pré-colombiano.
O Caminho do Aleixo – talvez o mais importante de todos – não é na direção norte-sul e nem leste-oeste, mas sim “inclinado”. Ele vai aproximadamente de sudeste para noroeste.
Ao notar essa inclinação a primeira pergunta que se coloca é a seguinte: por que os primeiros índios escolheram essa direção ao abrir a trilha? E como eles se orientaram para percorrer esse caminho?
È espantoso constatar que os Guarani de Florianópolis falaram para o Aleixo Garcia que conheciam Potosí nos Andes. Que sabiam com o ir e como voltar. Isso tudo a pé, em 1524, mais de 2000 kilômetros em linha reta – naturalmente seguiam os acidentes naturais, rios e tudo o mais – mas a direção inicial-final era sudeste-noroeste.
Ao olhar para o céu, em condições propícias, vemos a Via Lactea, que é chamada pelos Guarani de Caminho da Anta (Tapirapé), ou Morada dos Deuses.
È natural supor que o caminho da Terra Sem Mal, para eles era aquele caminho que estáva lá em cima, no Céu. Que é o Caminho dos Deuses, dos espíritos, é a própria Via Lactea.
Não são só os nossos índios que viam assim. Pesquisando na História notamos que egípcios, os gregos, os indianos, todos viam a Via Lactea como um caminho. Os antigos nos falavam que havia um tesouro no fim e outro no começo do arco-íris. E a gente vivia sonhando em em encontrar o começo e o fim dele. Fazendo uma comparação, os índios brasileiros e também os peruanos, queriam saber onde começava ou terminava o arco-íris celeste, ou seja, a Via Lactea.
Seguindo a Via Lactea, por terra, viam que o fim do Caminho ia dar no mar, no oceano Atlântico. E a Terra Sem Mal ficava “ali”, ou “lá”, em algum lugar. Por isso é que os índios foram à direção do mar. Por isso é que na maioria dos mitos indígenas, o profeta, o Sumé, vem do mar. Porque ele vem daquela ponta da Via Lactea à qual o índio não tem acesso.
Muito bem, pensa o índio, mas e do lado contrário do caminho da Anta, o que existe? O índio não sabe. Então ele vai procurando na terra, seguindo a Via Lactea. E acaba chegando no outro lado, que também não tem fim, chega num outro mar, o oceano Pacífico.
Então a idéia básica é essa. O Caminho que nosso índio percorreu é aquele da Via Lactea, quando está mais alta no céu. E que é também, aproximadamente o caminho que liga as posições do nascer-do-sol no verão com o pôr-do-sol no inverno. Ou, SUDESTE-NOROESTE.

Trecho da palestra do astrônomo Germano Bruno Afonso, no 1 Encontro Nacional dos Estudiosos do Caminho do Peabiru, em Pitanga / PR, em novembro de 2003.

Fonte: Cadernos da Ilha, edição número 2. Curso de Jornalismo da UFSC.
cadernosdailha@yahoo.com.br

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28 comentários para “o caminho do peabiru”

  1. hugo disse:

    nativo de Santos , estado de sâo paulo, percorrendo trexos da serra do mar, embreado na mata, de subto encontrei a trilha com todas caracteristicasdo caminho de peabiru. um pequeno trexo de pouco mais de 1000 metros, sem comesso e nem fim. Mantenho isso em segredo para evitar depredações, por isso me interesso pelo assunto.

  2. José de Oliveira disse:

    Aprecio toda informação, história, mapas sobre o caminho do Peabiru e tambem o trecho percorrido por Cabeza de Vaca. Ótima crônica! Parabéns!

  3. JAIR DUBIELLA disse:

    SEMPRE ME INTERESSEI PELA HISTORIA DE PEABIRU GOSTARIA DE RECEBER MAIS INFORMAÇOES SOBRE ESTE ASSUNTO

  4. SONIATERESA SANCHES GARCIA disse:

    essa informação é de muita importancia ..deveria ser mais divulgada..gosto muito desse assunto..quen me indicou foi un amigo que mora en Lima Perú..

  5. DARCI VERIDIANO JUNIOR disse:

    Percorro todos os anos os caminhos de Peabirú localizada na região de Garuva (SC) no Monte Crista, são vários Km de trilhas de pedras conforme descrição. Muito já se perdeu, mas existem equipes que procuram preservar todo o trajeto, e conscientizar a todos as pessoas que acampam na região. Observando e percorrendo todo o seu trajeto, temos a certeza que toda esta obra representa uma grande importancia histórica de desenvolvimento de todas as regiões por onde percorre este caminho…

  6. Antônio Cavalheiro disse:

    Acho a idéia do Camiho do Peabirú uma grande fantasia, digna de contos do imaginário fantástico coletivo.
    O que incomoda é as pessoas, e mesmos estudiosos do assunto, não entenderem que antes da colonização européia os ocupamntes dessas terras, dito índios, tinham sim, sistemas viários de comunicação inter-tribos e inter- territórios por toda a America do Sul, e poderiam viajar por longos distâncias sobre eles, incrusive de mar a mar. Por vezes essas vias se apresentam sim como extensas depressões lineares, como não é raro encontrá-las em áreas preservadas no Planalto Central, região do alto rio Xingu, ligando antigos sítios arqueológicos.
    Se procurarmos bem vamos encontrar esses ditos caminhos em vários locais da Região Sul, que nos dizem o quanto os indigenas se se interrelacionavam. O importante é crer que os antepassados de nossos índios foram eficientes no mantenimento e aperfeiçoamento de suas tecnologias/culturas na ocupação e exploração dos recursos econômicos da América do Sul, os quais foram drásticamente abalados quando da entrada dos europeus pós 1500.
    Pensar que existia um único caminho sagrado/mágico/mítico é trocar todo conhecimento acumulado por mais de 10000 anos entre esses nativos por uma idéia romantica de um Grande Caminho que ligava os oceanos Atlântico e Pacífico. Isso é quase que infantil.

  7. Ricardo Zaccaro disse:

    Percebam…o ramal pricipal do Peabiru segue mais ou menos paralelo à BR 282, em SC, até o melhor porto de todo o sul da America antes do Rio da Prata, que é a Ilha de Santa Catarina. O outro ramal importante, o que liga a Baia da Babitonga em Joinville, outro porto muito bom, passsando pelo Monte Crista, e se encontra com o Peabiru na região do Planalo Serrano vai em direção a uma antiga cidade, às margens do Rio Paraná onde hoje estão as missões jesuítas, com obras arquitetônicas imensas, construidas sobre a cidade dita “Das Jóias” por alguns pesquisadores, como foi feito em Cuzco, só pra citar um exemplo. Não se enagnem…os europeus já estavam poraqui bem antes de 1500. Se vc soubesse que tinha todo um outro continente, com possibilidades incriveis para ganhar muito dinheiro, vc ia guardar em segredo ou sair contando para todo mundo? A resposta, obvia…NÃO. Iria explorar o que desse e até outros perceberem o movimento. Quanto tempo podem ter guardado tal segredo? Com os meios de comunicação e a desinformação da época, acredito que séculos! Nossa História? Uma grande mentira, contato por, olha eles aí de novo, jesuítas!

  8. Ademar alves rodrigues disse:

    O Caminho de Peabiru é, a meu ver, um dos maiores patrimônios culturais dos povos da América do Sul. Tenho muita curiosidade sobre ele e quero estudá-lo a fundo. Cada vez que estudo alguma coisa sobre o Peabiru fico um pouco mais confuso com as versões sobre suas ramificações. Porém, a que mais acredito é a de que havia um troco central que saía do litoral do Peru, no Pacífico, passava pelas históricas cidades dos incas, contornava totalmente o Lago Titicaca, descia para Assuncion no Paraguai, e chegava no Brasil, pela região central do estado do Paraná, desembocando em Cananéia no sul do estado de São Paulo. Os outros caminhos eram ramificações que se ligavam a esse envolvendo todo o cone sul das Américas.

  9. ozelia amaral sedlacek disse:

    A historia real do povo brasileiro ´da arrepios, os olhos se inundam. Os caminhos do peabiru é uma das provas concretas da existencia e extinção dos legítimos brasileiros.
    O projeto que reabre essa discussão, aprofunda nosso sentimento de brasilidade. O resgate antropologico devera se somar a outros pensamentos , com relação a bandeira paranaense. sua historia, seus sentimentos. enfim sua gente. aqueles que realmente amam este estado do Paraná. em especial.

  10. Alberto da Cunha Neto disse:

    O IMMA, com sede em Florianópolis, está organizando uma lista de entidades voltadas para o descobrimento e a preservação de construções anteriores à chegada dos europeus em nosso continente. Gostaria de receber um número de telefone para contato. Obrigado.

  11. marol ribeiro disse:

    sempre tive muita curiosidade sobre o assunto, gostaria de obter mais informações. obrigada

  12. Tereza Santana disse:

    Muito obrigado pelas informações depositadas aqui, foram muito úteis para a elabora da minha dissertação de mestrado sobre o imaginário e a Pedra do Ingá. Este link estará lá registrado na bibliografia do texto para futuros estudos. Espero com isto que a Academia esteja contribuindo para a recuperação da memória dos povos pré-colombianos da América.

  13. josé carlos fagundes disse:

    prezados senhores/ sou um estudioso do “Peabiru” e já cheguei a publicar vários artigos sobre o tema/ É meu o mot ” Barra velha: a conquista do novo mundo também começou por aqui “/ que faz referência a cidade de Barra Velha em Santa Catarina, como a porta de entrada de várias expedições no século XVI ( Aleixo Garcia, Mencia Calderon de Sánabria,Nuflo de Chavez, Alvar Nunez Cabeza de Vaca, Ruy Diaz Melgarejo etc) que adentraram pela foz do rio Itapocu./ Um dos ramais do Peabiru iniciava ou terminava na minha cidade/ Participei efetivamente na escolha do nome, de um recém criado parque ambiental denominado ” Parque ambiental caminho do peabiru”

    gostaria de trocar informações!

    José Carlos Fagundes

  14. luiz car los santos disse:

    Nos anos 90,quando trabalhava na minerais do parana coletando amostra de minerios ,vi e andei em uma trilha muito bem planejada de + ou-1,20m de largura por 0,40cm de prof.nas matas montanhosas próximo da cidade de cerro azul pr era oum pedaço do peabirú.

  15. Miguel Burei Sobrinho disse:

    Estou com umas fotos do caminho encontrado em Palmital e no Marquinho, em Palmital são valas com buracos de todas as dimenções e profundidades e no Marquinho tem uma construção de pedras todas cortadas e encaichadas como se fossem erguer uma muralha, são pedras que não tem na região próxima.
    Muito próximo tem uma vala que desce do morro e passa a uns 20 metros desta construção e segue sentido ao rio PIQUIRI. Temos muitos indicios deste caminho na nossa região. Há um fosso todo revestido em pedras contadas próximo a uns muchões de terra. Sempre próximo de um rio ou um córrego menor. Sou Secretário Municipal do Meio Ambiente e Turismo de Palmital e ando muito pela região, principalmente pela matas e beiras de rios.

  16. Ana Paula Lima disse:

    Olá, Estou pesquisano sobre caminho de Peabiru, gostaria de saber se existe identificação na região do Mato Grosso do Sul. Vejo pelo mapa que passa pert de Corumbá.

  17. bellinha staizak disse:

    adorei essa pagina!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  18. Fabiano Linhares Silveira disse:

    Nossos primordios ha 7.000 anos ja caminhavam pelas trilhas, e naturalmente navegavam por rios, lagoas e mares que circundavam todo continente americano….Nossos antepassados diretos destruiram qualquer vesticio de um passado esplendido..O caminho da terra sem mal deve ser resgatado…Mas devemos ter cuidado com declarações sem embasamento…Pois sem duvida os Europeus fizeram questão de apagar a historia da america latina.

  19. wellingrton de o. moraes disse:

    esse tal sume, não seria s. brandão da irlanda. Existiu um outro caminho marcado por pedras compridas que ia do planalto central ate o que e hoje o peru, mas esse caminho foi intencionalmente desmarcado na primeira metade do seculo xx, como tambem alguns vestigios de uma civilização adiantada localizada na alta amazonia y amapa. O mesmo se da com fosseis de animais gigantes que são ou foram contrabadeados, como e o caso ocorrido na decada de 70 de uma fazend na bahia, constando de urso,preguiça y dente de sabre, entre outros.

  20. evandro disse:

    Entre Joinville passsando por Garuva e entrando no Parana subindo o famoso Monte Crista á pedaços do caminho quase que intactos,revestidos com pedras. Dizem que os Jesuitas que revestiram apartir de São Francisco do Sul. Mas o caminho foi feito pelos Guaranis.

    Nos tempos modernos nunca foi mobilizada uma expedição para trilhar o caminho novamente, é posivel ?

  21. Maicon disse:

    Muito interessante Os Caminhos de Peabiru!
    Texto muito bem estruturado e rico em informações!!!
    Parabéns!!!

  22. Antonio Fernando Pereira disse:

    Peabiru, caminho forrado, que seguia para o Grande Templo da Serpenete, aqui, na nossa cidade Botucatu SP, existe curiosas formações rochosas e inscrições antigas . Essas inscrições e as formações rochosas lembrando pessoas e animais, são apresentadas no Turismo Ecológico Pela Cuesta de Botucatu, aqui, na cidade do mesmo nome pela Empresa Boticatur Turismo. Pesquiso essas formações desde os treze anos de idade (estou com sessenta anos), por precaução não passei essas informações por temer que sejam elas atacadas por vandalos . Informo porém que pessoas da minha família sabem a localização das mesmas , conhecem as trilhas bem como alguns amigos pessoas de meu relacionamento, que a muitos anos decifraram esse importante atrativo . Nesse Passeio Turistico, a nossa preocupação e a de manter viva essa história para que não caia no esquecimento. Nessas pesquisas tive por base Frei Fidelis e Dr. Arnaldo Moreira Reis porem o grande responsável pela divulgação foi o Monsenhor Castanho, grande escritor da cidade de Sorocaba, nascido em Guarei, pela cartilha do Padre Castanho (monsenhor), o Grande escritor Hernani Donato nascido aqui em Botucatu, pesquisou também o Peabiru sendo uma das maiores autoridades sobre o assunto. Tenho uma página na net com algumas fotos sobre os atrativos desse roteiro VEJAM o blog botucatuecultura.blogspot.com
    Muito Obrigado

  23. Döll/Ecochannel disse:

    Estamos nos preparando para subir o Monte Crista. Vamos gravar e fotografar as partes mais importantes.
    Subimos na próxima quinta(dia 11/08) e passaremos a lua cheia no alto da montanha.
    Serão alguns dias de observação e muito aprendizado.
    Queremos agradecer e parabenizar pelo conteúdo aqui encontrado.
    Döll/Ecochannel

  24. carlos campos disse:

    O nome já é sugestivo à aventuras , Peabiru , estando lendo um livro sobre os portugueses na capitania de S. Vicente , deparei-me com o relato desta trilha que ía dar no Perú , até o Oceano Pacifico , instigante , os relatos dos amigos são ricos em detalhes, vários caminhos, a partir de S. Vicente-SP , subindo a serra, a Itapetininga, adentrando o Mato Grosso , Bolivia, Peru. Gostei deste assunto aqui tratado , muito rico em detalhes. vou ler e estudar mais.Fala-se num caminho que sairia de S. Thome das Letras-MG , já outro mistério. Parabéns.

  25. cARLOS PEREZ GOMAR disse:

    ESTE É UM ESTUDO QUE ESTOU FAZENDO E PRECISO TROCAR IDEIAS.

    A possibilidade inca e a Pedra da Gávea

    Para entender o sentido deste texto é preciso conhecer certos monumentos no Peru. No mínimo a face de Wiracocha em Ollaytaytambo e o Portal de Hayumarca, entre outros.

    A face de Wiracocha em Ollantay Tambo (Clique para ampliar a imagem)
    Pode parecer uma idéia extremamente ousada, mas depois de descartar a batida hipótese dos fenícios do rei Badezir, pode não ser. Na realidade seriam duas hipóteses. Uma, os fenícios como visitantes destas plagas, coisa bastante viável. Mas a segunda hipótese,do rei Badezir é muito mal fundamentada, alem de ser desmentida por testemunho de autores antigos.
    E o que também esta baseada num fato totalmente falso, como é o caso da “inscrição”, no paredão leste, que nunca foi inscrição, e que passou como tal porque nenhum dos que se envolveram com ela esteve no local, ou a viu de perto.
    E vamos descartar outras hipóteses que já foram levantadas com total desconhecimento de contextos culturais e cronologias.
    A hipótese inca apesar de parecer excessivamente ousada, não é. Desde que a premissa de que a face da Pedra da Gávea e a Íbis do Pão de Açúcar sejam obras humanas, esteja certa. Esses dois prováveis monumentos,se foram feitos, como parece, aproveitaram superfícies que já os insinuavam. Parece descabida a hipótese de atribuir sua forma a um trabalho total na montanha, que seria um pouco fora da lógica.

    Face da Gávea, vista do leste (Clique para ampliar a imagem)
    Seguindo um raciocínio possível, por proximidade e semelhança, a hipótese de uma origem andina para face da Pedra da Gávea é a mais provável, por incrível que pareça. E se excluirmos essa hipótese a seguinte,com certeza, seria a de que aquilo é natural. E algumas pessoas que não conhecem nem observaram a face da Pedra da Gávea o suficiente afirmam que é apenas natural .E para dizer que é ou não é obra humana é preciso ter estado no local, observar e refletir sobre detalhes que só serão percebidos aos poucos. O leigo não tem capacidade de opinar objetivamente sobre o assunto, por não ter feito as observações necessárias. Também poderia dizer que se a montanha sugeria uma cabeça, já naturalmente, sem interferência humana e alguém colocou um esboço de face no lugar certo e preciso, isto denota inteligência. Seria muito diferente que se em vez de uma face naquele lugar houvesse algo parecido a dois glúteos ou outra parte anatômica. Nesse caso estou de acordo que aquilo não seria nada. Creio que fui bem claro.
    O que muitos não percebem é que um trabalho em pedra com 80m de extensão, não pode ser visualizado nem assimilado na sua forma total olhando de um ângulo apenas. E muito menos de longe.E e se considerarmos o jogo de luz e sombra variável ao longo do dia, sua forma muda muito. Se excluirmos as sombras não vamos ver muito, considerando que o relevo desta face não é muito grande. E como a maioria das pessoas não tem muito conhecimento deste monumento nem muito senso de detalhe,volume e forma, tendem a descartá-lo como algo feito por mão humana.A falta de detalhamento sofisticado também decepciona o leigo, que acaba comparando-o à esfinge de Gizé.,o que é absurdo. Vêm esfinges, sarcófagos e coisas que demonstram a colonização intelectual causada pela arqueologia clássica.
    Que olhando de longe, desde São Conrado a Pedra da Gávea lembra um touro alado da Assíria estou de acordo. Mas devemos primeiro procurar soluções mais próximas.
    As peças desse quebra–cabeças parecem se encaixar, ao menos para mim que venho estudando o assunto há muito tempo.Tudo foi tomando forma devagar. E já neste momento não vejo outra hipótese mais viável. Ainda que possamos sentir ou pareça ter algumas falhas. Mas é claro que também estar errada.
    O que me surpreende e que esta hipótese não tenha sido levantada anteriormente. Atribuo isso à pouca divulgação da pré história sul americana tanto no ensino como na população em geral. Me lembro que no ginásio comecei a estudar história de America, o que para mim era interessantíssimo. Mas para a maioria da sala era uma chatice. Mas pré historia sul americana era difícil ate de ouvir falar. E os livros que circulavam e que despertavam maior interesse eram os de idealistas porem pouco fundamentados em fatos comprovados, com os de Marcel Homet, Ludwig Schwenhagen e mesmo Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, autores que sempre achavam culturas de outros continentes para explicar as coisas.

    Face da Gávea (Clique para ampliar a imagem)
    Com relação aos incas não havia muito interesse provavelmente porque eram passado de povos “subdesenvolvidos”. Era mais bonito ler “Deuses Túmulos e Sábios” de C. W. Ceram e “A Bíblia tinha razão”.
    Se houve, por aqui, interferência de culturas do velho mundo num passado mais remoto, é uma questão perfeitamente admissível. Mas nem tudo deve ser lançado a esse passado não muito claro. Por outro lado eventuais vestígios que possam ter subsistido nos últimos 500 anos em áreas rurais do Rio de Janeiro com certeza foram destruídos pela população sem ter a menor noção do que seriam. Os primeiros habitantes de origem européia que andaram por estes sertões com certeza nem sabiam ler, nem tinha a menor instrução para discernir nada,além de serem quase todos analfabetos e estarem totalmente isolados do mundo um pouco mais instruído. Ou alguém acha que seriam mestres em antropologia ou arqueologia? Muito vestígio importante deve ter sido perdido.Inclusive porque muitos fatos se perderam por falta de comunicação
    Muitos anos depois com a retomada do orgulho e dignidade dos povos sul americanos a situação começou a mudar, e passou a haver maior interesse nas culturas autóctones.
    O quadro do que nos vemos na Pedra da Gávea e diria também no Pão de Açúcar com sua Íbis, que não deve ser Íbis, se enquadra muito bem num determinado, período do estado incaico, a fase de expansão de1438 ate a queda de Atahualpa em 1533. Para ser mais exato deveríamos nos limitar ao fim do governo de Huayna Capac em 1525.É um período de menos de 100 anos.
    No livro Ethnologia Brasileira (1888), Sílvio Romero refere-se a um machado de bronze, descoberto na Ilha da Ribeira, em São Paulo. O arqueólogo Luis Galdino no seu livro Os Incas no Brasil (2002), acredita que estes e incontáveis outros machados de cobre, bronze e prata descobertos de São Paulo ao Paraná, são de origem inca, cujo império teria estendido seus domínios ao Brasil antigo.Os incas usavam o machado tanto ceremonialmente como arma de guerra. Chefes usavam o de prata e ate de ouro,mas evidentemente não eram para lutar, especificamente.
    Portanto já há bastantes desconfianças de que pode ter havido uma presença inca no Brasil ate na região sudeste. Também foi achada uma construção em cantaria de granito em Natividade da Serra, São Paulo que não pode ser identificada como colonial, infelizmente foi em parte destruída. Mas quem quiser ver as fotos pode entrar no site “Jornalismo Ciência e Cia do jornalista Julio Ottoboni. E na minha opinião de arquiteto pelo que pude ver nessas fotos a cantaria e o tipo de alvenaria que se vê se não for colonial,quase certamente e parecidíssima com métodos de culturas andinas.inclusive porque a mistura de duas técnicas de construção que se pode notar é encontrada em Machu Pichu.Nota-se claramente pedras irregulares com argamassa de barro e lajes e blocos em ângulo reto perfeitamente acabados lembrando o estilo chamado de” inca imperial” que corresponde à fase de expansão. E no topo do morro vemos lajes deslocadas, mas a flor da terra , dando a entender que aquilo não é tão antigo porém com vestígios de trabalho destrutivo das raízes das árvores que ali cresceram e morreram nos prováveis últimos 500 anos . Olhando no mapa do terreno pelo Google Earth pode-se ver o que parece outra estrutura enterrada ali perto com uns 60 m ,no fim de um açude a 250 m do topo desse morro . Tudo isto esta dentro dos terrenos do Hotel Fazenda Palmeiras , no chamado Bairro das Palmeiras. Também se relata que em propriedades vizinhas há mais ruínas. Em Lagoinha um pouco mais em direção ao Rio de Janeiro a direita da cidade, a uns 1250 m pode-se ver um morro com muitos montículos que devem ter um diâmetro de mais ou menos 8 a10 m , e não parecem formações naturais .Dá para contar mais de 20. Em Lagoinha há mais relatos de formações curiosas em morros.
    Considero importantíssimo elucidar o caso das ruínas do Hotel Fazenda Palmeiras . Seria um pucará incaico? Pucará era um tipo de unidade fortificada, administrativa e ceremonial que os incas estabeleciam nas frentes de avanço. E seguia mais ou menos um padrão que vinha instruído desde Cuzco, com as variações que o terreno exigia.
    Geralmente ficava num morro mais ou menos isolado que era cercado inicialmente por um fosso com uns 4 m de largura e 3 de profundidade, depois muros que iam subindo deixando terraplenos naturais no meio deles podendo ter de 3 a 5 níveis. É evidente que um conjunto destes quando destruído pelo tempo, pelas raízes das árvores e a erosão se transformava em algo parecido a uma pirâmide.
    As pucarás existem em quantidade no Equador, no Chile e na Argentina e são perfeitamente identificadas porque lá já existe a cultura e a certeza de que são de fato de origem inca. O problema é que no Brasil não há nem pesquisa voltada para esse assunto e uma ruína desse tipo é atribuída a construções coloniais, sem mais análises e muito menos pesquisas ou então são solenemente ignoradas como é o caso de Natividade da Serra.

    A face de Wiracocha em Ollantay Tambo e a Face da Gávea (Clique para ampliar a imagem)
    Acho importante fazer algumas observações sobre este fato. Nas primeiras notícias veículadas sobre as ruínas de Natividade da Serra foi dito que era uma pirâmide. Isso já assustou muita gente séria, O fantasma da arqueologia clássica em terras brasileiras voltava a assombrar. Depois varias pessoas de diferentes especialidades deram opiniões que não esclareceram nada e finalmente ninguém chegou a fazer escavações técnicas para concluir algo. As fotos que podemos ver são intrigantes Só se poderá concluir algo definitivo se forem feitas escavações. E há onde escavar objetivamente.E o topo do morro é o lugar por onde se deve começar.
    No centro ou no topo destas fortalezas , conhecidas como pucarás existe uma plataforma ou tronco de pirâmide ceremonial com seu núcleo de aterro e revestida de pedra e cujo acesso se faz por uma rampa escalonada situada do lado sul(.Informação do Dr. Antonio Fresco, autor de “Pucaracuna Arquitectura Militar” (titulo equatoriano).Faço esta referência porque pode dar alguma pista.
    Se os incas chegaram ate o litoral de São Paulo, como inclusive o arqueólogo Luiz Galdino acredita , nada os impediria de navegar em balsas a vela pelo litoral do Rio de Janeiro e inclusive seguir para o norte o que seria muito mais prático do que fazer mais marchas forçadas em território provavelmente hostil e difícil. Mas por enquanto seria apenas uma suposição.Natividade da Serra esta pertíssimo do litoral entre Caraguatatuba e Ubatuba.
    Daí pelo mar chegar ao Rio de Janeiro é um pulo.Também devemos admitir a hipótese de que os rios foram usados como via de transporte para explorações, da mesma maneira que já o tinham feito no Peru amazônico.Não esqueçamos que a ruína em Natividade da Serra esta junto ao rio Paraibúna, às margens de um riacho onde há uma boa cachoeira.
    Se esta ruína é uma instalação incaica( e pode ser ou não ) podemos presumir que à distância de um dia de caminhada haja outras. Porem quando se usavam lhamas os pousos ficavam a 20 km um do outro porque estes animais só devem caminhar 20 km no máximo quando carregados,sob risco de serem extenuados.
    Para facilitar este texto, a seguir dou uma cronologia provável dos períodos dos soberanos incas. E digo provável porque os cronistas divergem, uma vez que não se conhecem os registros apropriados.
    • Reino de Cuzco
    o Dinastía Hurin Cuzco:
     ~1200 – ~1230: Manco Cápac
     ~1230 – ~1260: Sinchi Roca
     ~1260 – ~1290: Lloque Yupanqui
     ~1290 – ~1320: Mayta Cápac
     ~1320 – ~1350: Cápac Yupanqui
    o Dinastía Hanan Cusco:
     ~1350 – ~1380: Inca Roca
     ~1380 – ~1400: Yáhuar Huaca
     ~1400 – 1438: Wiracocha
    • Imperio Inca o Tahuantinsuyo(Fase de expansão)
    o Dinastía Hanan Cusco:
     1438 – 1471: Pachacútec
     1471: Amaru Inca Yupanqui
     1471 – 1493: Túpac Inca Yupanqui
     1493 – 1525: Huayna Cápac
     1525 – 1532: Huáscar
     1532 – 1533: Atahualpa
    O que me parece ate o momento, é que, a face na Pedra da Gávea é uma obra começada, mas não acabada, talvez o chamado Portal esteja no mesmo caso. Já a chamada Íbis (E claro que para muitos é mais charmoso atribuir tudo aos egípcios, da mais status que os incas. Não para mim), parece que a intenção teria sido deixá-la assim como esta. Provavelmente bastou fazer os buracos dando forma às patas da ave.
    Caras monumentais na montanha são incas e pré-incas, portais monumentais esculpidos nos paredões das montanhas, são também incas e pré–incas. Pássaros monumentais esculpidos ou desenhados fazem parte de seu universo místico.
    Machu Pichu tem a forma de um condor, ou assim foi considerado. Da mesma maneira que Cusco teria a forma de um puma. A representação de uma serpente também fazia parte desse universo místico.
    A motivação para fazer estas obras gigantescas seria muito própria dos incas e das culturas pré incas. E com certeza no caso de que alguma expedição tenha chegado ate aqui não teria todos os recursos para fazer as coisas no mesmo padrão exercido no Peru. Estaria claro que não viriam artesãos e sim soldados que eventualmente teriam alguma experiência construtiva ou ate de trabalho em pedra,mas não seriam suas qualidades principais. Mesmo assim é muito mais provável do que viagens transoceânicas desde o Mediterrâneo. Inclusive porque as culturas mediterrâneas não faziam este tipo de obra.
    A face na Pedra da Gávea poderia ser uma homenagem a Wiracocha, a divindade, não confundi-lo com o inca que adotou este nome que reinou entre 1400 e 1438. O pássaro no Pão de Açúcar poderia ser a representação da ave que o acompanhava que também representa o sol ou o principio criador, Inti. E eu não conheço totalmente o universo religioso inca para explicar mais.inclusive porque foi bastante deturpado pela influencia da religião católica , para bem ou para mal.
    Qual seria o porque da escolha do morro do Pão de Açúcar e da Pedra da Gávea para deixar estas quase esculturas?Sim , porque não se pode considerá-las como esculturas do ponto de vista clássico, o que é perfeitamente compreensível
    Provavelmente porque metade do trabalho a natureza já o havia feito em ambos casos. Bastou fazer algumas depressões,literalmente cavidades. E seria uma forma de declarar a presença do estado incaico por aqui. Uma tomada de posse oficial. Quem sabe, havia grandes planos , mas que não puderam ser concretizados .
    A superfície do paredão no Pão de Açúcar onde esta a Íbis parece estar rasante com o nascimento do sol no dia 21 de junho, solstício de inverno. A superfície da face da Pedra da Gávea parece estar rasante com o nascimento do sol no dia 21 de dezembro, solstício de verão.
    E digo “parece” porque ainda precisaria fazer observações exatas nesse dias específicos. Os buracos que formam as patas da Íbis e os olhos da face da Gávea são similares, são escavações arredondadas, seguidas. No caso dos olhos da Gávea nota-se que o olho direito dela e bem escavado mas há mais um buraco no fundo com se a escavação fosse seguir. Já no olho esquerdo que é muito menor há dois pequenos buracos dando a idéia de que a escavação estaria começando. E todos estes buracos são arredondados, não são formados por fraturas da rocha que se desprenderam e que deixaram arestas vivas. Por outro lado se percebe uma economia de trabalho ao tentar dar a forma aproveitando um local favorável. É preciso levar em conta que em uma obra desse tamanho não é possível dar grande relevo, porque se assim fosse, para, por exemplo, fazer um nariz suficientemente definido teríamos que rebaixar tremendamente o resto da superfície circundante.No caso da Face da Pedra da Gávea observe-se que o paredão que vem desde a testa tangencia a ponta do nariz o que nos indica que essa era a superfície original do paredão que se prolongava desde o topo ate a barba.Para dar mais relevo a esse nariz haveria que escavar imensas superfícies a mais.Trabalhar nesse local inibe muitas possibilidades técnicas que eventualmente podem ser usadas no nível do chão. No dia 23 de outubro deste ano observei que com o sol das quatro da tarde(horário de verão) incidindo rente à face da Pedra da Gávea notavam-se no que seria a” bochecha” da face infinitas marcas de traços suaves verticais como feitos por talhadeiras, justamente na superfície que obrigatoriamente teria que ser desbastada par dar algum relevo ao nariz.Esta superfície é de cor mais clara que outras partes, assim como todas as partes aparentemente escavadas. Também concluo que esse nariz nunca foi maior do que o que esta lá. A não ser por um pequeno pedaço do nariz que parece ter se quebrado deixando um pequeno plano triangular, visível nas fotos.Também se nota uma fresta reta entre o nariz e a” bochecha “, com restos de pedra quebrada em ângulos retos, parecendo trabalho inacabado.
    E estou colocando o problema em mãos dos incas porque provavelmente os andinos que mais tiveram condição de projetar seu poder a essa distância foram eles.Trata-se de uma questão de geopolítica. Mas também poderíamos especular que uma cultura anterior aos incas poderia fazer também este trabalho. E levando as hipóteses prováveis ao extremo. Poderíamos especular que a face da Gávea poderia ser mais antiga que a de Ollantay Tambo.o que me parece difícil. E nesse caso alguém teria levado a idéia daqui para lá.Ou seja ,alguém desembarcou por aqui e iniciou uma migração em direção oeste.Mas já e especular muito no ar. Fica a dúvida.
    Mas parece-me mais viável que, quem esboçou a face na Pedra da Gávea a fez inspirado na face de Ollantay Tambo, na montanha Pinkuylluna.Onde inclusive se vê outra pouco difundida, acima desta principal. Um detalhe curioso e que as duas faces, de Wiracocha e da Gávea, parecem ter uma sobrancelha em atitude de severidade, para cima. Dando a entender que é uma mensagem proposital. E tenho razoável certeza que aquela face não e a face de Badezir ou outro soberano fenício , inca ou o que queiram . É uma tentativa de representar materialmente uma figura divinizada.
    O problema é que alguns dos detalhes que comento só podem ser observado de perto e de baixo olhando desde a Carrasqueira, e outros de longe.
    Seja quem forem os autores destas obras tiveram os mesmos problemas. Para fazer estas figuras não seriam necessários muitos milhares de homens ainda que uma expedição deste tipo em território dos tamoios precisaria ser forte. Essas colunas militares incas eram acompanhadas ate por mulheres dos soldados. Esses soldados poderiam ser de varias etnias do altiplano e também parte deles eram civis convocados, a rigor era uma comunidade em marcha, e não devia ser menor do que 10.000 homens inicialmente.
    Mas a tática inca não era de partir para a conquista violenta, de início. Chegavam de maneira pomposa e com efetivo que impressiona-se o adversário e com certeza ostentando vestes e apetrechos vistosos, além das armas. O comandante viria em uma liteira, em grande vestimenta. E com sons dos tuturutu(trompa feita de um caracol marinho) e Huancar(grandes tambores) além de vários tipos de flauta. Conclamava-se o adversário a aceitar unir-se e submeter-se ao estado incaico. Se aceita-se estava tudo resolvido, caso contrario partiam para usar argumentos mais contundentes como huaracas(fundas), chambis (macanas) e cunca cuchunas(machados) fora arcos, lanças e mais algumas coisas. Mesmo assim as vezes as coisas não davam certo porque o adversário também tinha fortes argumentos.
    Pachacutec, o Sapa inca, pai de Amaru e Tupac pediu aos filhos que estendessem o império e se sabe que o fizeram em varias direções.Houve exércitos mobilizados,ate com 200 000 homens, segundo cronistas espanhóis.Esse numero me parece que já é exagero porque mobilizar 200 000 homens em terreno montanhoso é pouco eficiente. Tropas bem menores são mais manobráveis.
    Se alguma coluna chegou aqui com certeza houve atritos ou ate violentas escaramuças. O pássaro do Pão de Açúcar esta na mesma área onde os portugueses 100 anos depois se sentiram protegidos..Isto não diz nada? O local era praticamente uma ilha. A Urca não existia como a vemos hoje.Para quem não sabe, Urca quer dizer Urbanizadora Carioca,que foi a empresa que ganhou a concessão em 1908 para aterrar essa área.
    Quero frisar que tanto a Urca quanto a Pedra da Gávea eram dois locais defensáveis, sendo que a Pedra da Gávea no seu topo é uma verdadeira fortaleza natural. No caso do topo da Gávea, se alguém tenta-se subi-la com intenções agressivas, quem estivesse na defesa bastaria arremessar grandes pedras ladeira abaixo, e colocar pequenas guarnições em pontos chaves.
    Todos sabemos os problemas que os portugueses enfrentaram com os tamoios e como acabou isso.No caso da hipótese da incursão inca, tudo teria acontecido algumas décadas antes de Cabral chegar ao Brasil. A situação deve ter sido similar a que os portugueses enfrentaram quando iniciaram seu estabelecimento por aqui,se de fato aconteceu. Existe uma versão de que a palavra carioca vem de “acari oca”, que é traduzida como” casa dos brancos”. Mas a palavra “acari “seria o nome que os tamoios davam aos portugueses por causa de suas armaduras que os faziam ficar parecidos ao peixe acari que chamavam de” cascudo”.
    Portanto a rigor seria “casa dos cascudos”. Mas por coincidência os incas também usavam uma grossa malha de algodão muito eficiente como armadura, e para um tamoio nu, eles poderiam também parecer “cascudos”. Os portugueses também usaram esse tipo de proteção e posteriormente os bandeirantes.
    A Pedra da Gávea é uma fortaleza natural com o local perfeito para fazer a cara em homenagem ao deus supremo dos incas, ainda que estivessem pressionados pelos tamoios.Nesse lugar existem excelentes condições de defesa.
    Entre a Pedra da Gávea e o Pico dos Quatro em direção ao mar há um vale semeado de plataformas e contenções feitas de pedra assim como trilhas empedradas que sobem ate uns 550 m em direção a ao topo. Sempre foram consideradas como obras coloniais, mas será que são? Ou foram aproveitadas posteriormente.Muitas estão soterradas inclusive por grandes desmoronamentos Estas plataformas não são grandes e parecem ser apropriadas para levantar choupanas.Não me parecem plataformas para secar café, são pequenas para isso.Seria o caso de verificar a estratigrafia do solo em algumas delas para ver se foram feitas com o cuidado de obter uma plataforma com boa drenagem ou estão feitas ao leu. Uma plataforma do tipo andino era feita com uma camada de pedra de mão na base, depois uma camada de pedras menores, em cima dela uma camada de areia e finalmente uma camada de terra boa para plantar, quando era o caso de usá-las para plantio. Cheguei , acidentalmente a topar com uma que tinha ate parte das paredes ,mas na ocasião estava meio perdido e mais preocupado com achar uma trilha. Me lembro que era de alvenaria de pedras irregulares. Mais ou menos, sei o local, mas há muito mato. Podem ser vistos também canais de drenagem entre essas plataformas, mas tudo sem grande sofisticação de acabamento.
    Que foram usadas pelas fazendas coloniais é certo, mas foram feitas nessa ocasião ou já existiam? Somente escavações poderiam dar certeza disto tudo.É um vale razoavelmente abrigado apesar de estar voltado par o oeste suas condições de defesa são bastante boas tem água e acesso ao topo da Pedra da Gávea e está a um passo do mar que seria fonte de pescado e alguns recursos mais. Esse local merece uma pesquisa. Pelo menos com o objetivo de levantar dados sobre as fazendas da área.
    Essa dúvida de que se os restos ou as ruínas de algum caminho ou fundação de construção aqui no Brasil é colonial ou inca tem sido uma constante. Acontece com o chamado Peabirú. Acontece com as ruínas de Xique Xique do Igatu, acontece com as recentes ruínas em Natividade da Serra, e outras. Na realidade as técnicas de construção são parecidas.Não nas construções mais sofisticadas incaicas que são insuperáveis. Mas nas menos elaboradas há uma similitude que pode confundir a quem não é especialista.E para confundir mais as coisas as épocas de construção são próximas. É bom ter isso em mente.
    Pelas áreas onde poderíamos supor que um invasor se instalou poderíamos aventar que não haveria grande domínio territorial e nem poderia haver. Pela falta de outras evidencia arquitetônicas ou culturais podemos presumir que essa ocupação durou pouco tempo. Como não há registro aparente desta presumida expedição inca poderíamos aventar a hipótese de que eles nunca voltaram a sua terra natal. Ou pelo menos se algum voltou achou melhor não dizer nada por receio ao castigo pelo fracasso. Ou então simplesmente por aqui ficaram e se misturaram ou foram exterminados. Haveria outra hipótese. Quando voltaram o estado inca, já não existia. .E finalmente podemos aventar a hipótese de que com o fim do estado e a interrupção dos contatos tudo foi abandonado, assim como aconteceu em Machu Pichu.
    Não se deve esquecer que desde o ano de 1527, logo após a morte de Huayna Capac(que se diz que faleceu de varíola, porque já havia incursões dos espanhóis no norte da America do sul) aconteceu muita coisa que tumultuou e destruiu o estado incaico, guerra civil, invasão espanhola e a revolta de Manco Inca. Todos estes fatos devem ter paralisado e tumultuado qualquer estabelecimento incaico em pontos extremos do território e áreas em exploração. Isto deve ter causado seu abandono e decadência. E para ter uma cronologia paralela,lembremos que o Rio de Janeiro foi fundado em 1565.
    E se algum grupo ficou em território brasileiro com o passar das gerações suas características devem ter ido adaptando-se as condições locais, ate mudarem radicalmente. Também é preciso lembrar que uma expedição inca era constituída de etnias que nem sempre eram do vale de Cuzco, ou do coração do império, onde as tradições seriam mais características de sua cultura. Poderíamos supor que uma expedição que penetrasse no território brasileiro na altura do Paraná poderia vir com grande proporção de gente de etnias do sul da Bolívia ou do Chile e que já estivessem integradas ao estado incaico, porque era assim que o exército era constituído na fase final de expansão.O núcleo de elite e o comando com certeza seriam da região de Cuzco.
    E é claro que quando se invade uma região desconhecida sempre é conveniente ter na tropa batedores ou quadros inteiros de gente que seja originaria de áreas próximas à área onde vai se penetrar, porque bem ou mal tem algum conhecimento do terreno à frente. Foi o caso de Aníbal aliando–se aos gauleses , quando invadiu o território romano.
    E que fique bem claro que estou fazendo um exercício de imaginação com elementos reais mas que poderiam ser colocados nessa situação obedecendo a cronologia real e a possibilidades materiais reais. O que nos falta são dados históricos comprovados. E isso não quer dizer que eles não existam.Nos não os temos.
    Apesar de que houve muitos cronistas que descreveram fatos do período final do estado incaico, muita coisa não contaram e muita coisa que o estado inca realizou eles não tiveram nem conhecimento.Como não há registros escritos pelos próprios incas a não ser os quípus, pode-se especular que muitas incursões ficaram ignoradas.Principalmente na desordem em que viveu o império desde a morte de Huayna Capac em 1527. Muita memória se perdeu com a morte e o genocídio a que foi submetido o estado incaico desde essa data, na guerra civil e na conquista espanhola. E essas atrocidades se prolongaram ate a execução de Tupac Amaru em 1780, de sua família e muitos outros partidários em Cuzco. E se o registro principal é oral , vai–se com a vida das pessoas.E evidente que muita gente que detinha conhecimento de variados fatos e tradições se calou, ou foi calada.Templos foram destruídos e houve missionários católicos percorrendo o território para desmentir a própria religião do estado incaico, ou adaptá-la as crenças cristãs.Tiraram a dignidade de um povo e confundiram suas crenças. O resultado foi retrocesso em varias áreas. E como disse um peruano: ” Fazíamos coisas incríveis e hoje não conseguimos fabricar um liquidificador“.
    Evidentemente que algumas costumes não seriam de bom gosto no nosso mundo moderno , como por exemplo beber ,brindando, no crânio do inimigo. Eu pessoalmente prefiro uma taça de cristal. E tenho certeza que os peruanos de hoje ,também.
    As hipotéticas colunas que por acaso tivessem penetrado em território brasileiro, poderiam ser menos disciplinadas culturalmente, sendo mais suscetíveis, no caso de interrupção do contato com a metrópole, de regredirem socialmente e politicamente a padrões similares aos habitantes locais,em poucos anos.
    O fato e que os tamoios disseram que a Face da Gávea era a cabeça de um Deus, além de a chamarem de Cabeça Enfeitada.
    O que sempre intrigou a todos os que estudaram o caso da Pedra da Gávea, é que não achavam relação com nada das culturas que aqui haviam existido.E para muitos tudo era apenas natural.E a primeira conclusão era e é de que quem a fez veio de fora. E temos 90 % de chance de estar certos. Onde a coisa se complica é de onde vieram seus executores. Resta mais uma análise a fazer. Se ninguém veio de fora e a face da Pedra da Gávea e a Íbis foram obras de comunidades locais teríamos que internar-nos num passado imemorial e nebuloso, onde não teríamos referencias,E nesse caso pouco podemos especular. Seria o caso de uma cultura megalítica.
    Finalmente puxaram da manga a carta dos fenícios, ignorando totalmente qualquer contexto cultural religioso e lógico. Volto a dizer : Os fenícios teriam feito algo muito mais definido e teriam escrito bem claro se quisessem. Mas nunca fizeram nada disso na Fenícia, não era o perfil deles. E atribuir aqueles buracos na face leste da Pedra da Gávea, a eles, é insultar os inventores do alfabeto.
    Aceito como grande probabilidade que os fenícios chegaram ate aqui, mas se aconteceu foi 2000 anos antes dos incas. E um rei fenício não tinha a aura tão divinizada quanto o próprio “filho do deus sol”, o inca, para querer fazer esculturas gigantescas em montanhas, por motivações religiosas.
    Na realidade o Inca tinha muito mais poder do que qualquer rei fenício. Atahualpa disse para Pizarro :”- No meu reino não cai uma folha de árvore se eu não der ordem“. E ele se referia a mais de 2 000 0000 de km 2. Não é preciso dizer mais nada, e Atahualpa já era um soberano em franca decadência, desgastado pela disputa com Huáscar. Mesmo assim quando ele deu ordem, foi trazido ouro ate da Colômbia, para pagar seu resgate. Já foram descritas estradas incas ate Roraima. Os tucanos contam que por um determinado caminho na terra deles passava um numeroso exército carregando caixas com objetos de ouro, para que o sol não se apaga-se (para que Atahualpa não fosse morto).
    Para localizar as coisa que estamos imaginando seria preciso estar em um determinado contexto político, religioso e cultural.
    Político: estar em um estado expansionista e extremamente autoritário, muito forte,e com obediência cega às instituições do estado.A fase final do império incaico foi exatamente assim.
    Religioso: fazer parte de uma religião com crenças muito fortes na própria divindade e direito divino do chefe de estado. Uma religião extremamente ligada às forças da natureza.
    Cultural: as obras mencionadas estão em perfeita sintonia com antecedentes no estado incaico. O trabalho em granito em grande escala era brincadeira para as culturas andinas. A face de Tunupa ou Wiracocha em Ollanytatambo é um exemplo similar a face da Pedra da Gávea, tanto em tamanho, localização, como provavelmente em simbologia representando um personagem com barba, e inclusive sobre sua cabeça foi construído um pequeno templo.Portais imitando uma entrada montanha adentro são comuns nos Andes.
    A lenda de Sumé dos tamoios é a mesma de Tunupa ou Wiracocha se bem que os missionários católicos sempre adaptavam as versões ouvidas e conscientemente ou inconscientemente as alteravam para ficar mais enquadradas nas crenças católicas e dai saia o São Tomé em vez de Sumé. Essa historia de São Tomé merece um pouco mais de reflexão.Os religiosos católicos mais uma vez deturparam a lenda indígena para justificar suas crenças e enfiá-las goela abaixo dos indígenas tanto aqui como no Peru,cristianizando-a.Essa lenda provavelmente esta bastante deturpada.
    Se diz que São Tomé saiu pelo mundo pregando a palavra de Cristo e chegou a America onde ensinou aos indígenas muitas coisas.São Tomé já devia ter muito trabalho a fazer dentro do Império Romano. E se se aventura-se demais pela Ásia e America teria sido morto a pauladas na primeira virada de esquina. Ou ele andava com escolta? Por outro lado os indígenas americanos já sabiam fazer muita coisa muito antes de Cristo, inclusive conheciam a agricultura, provavelmente porque uns povos transmitiram aos outros. Só um ingênuo total pode presumir que incas e outra culturas andinas e indígenas brasileiros não tinham contatos. Esse é um ponto.
    O outro ponto é que a lenda de Tunupa e Sumé é a mesma,com certeza, e tem uma origem comum ou foi transmitida nesses contatos.Se esta baseada em algum acontecimento real e onde aconteceu é um pouco difícil de presumir. Pode ter acontecido que algum povo mais adiantado chegou a estas costas do Atlântico ou do Pacifico e iniciou uma migração.Se eram fenícios, cartagineses ou extraterrestres,não entro no mérito da questão, nem posso. Mas algo deve ter acontecido. Ou podemos pensar até em chineses, vindos pela costa do Pacífico.
    Os caminhos chamados de Peabiru não tem nada a ver com São Tomé, com certeza. O mais provável é que são trilhas indígenas que eram viabilizadas pela lógica de achar o melhor trajeto entre os pontos de interesse É muito possível que algumas tenham sido pavimentadas na época colonial mas outras é possível que possam ser ate de origem incaica. E muito difícil determinar a origem exata a não ser por um super especialista no assunto. Vamos a colocar as coisas dentro de uma certa lógica, e sem medo.
    Nosso humilde portal na Pedra da Gávea pode ser uma obra iniciada apenas com a retirada dos blocos iniciais, mas vai ao encontro da simbologia inca e pré–inca de entrar na mãe terra.E digo humilde porque parece que não houve tempo de sofisticá-lo. Desde que de fato tenha sido intencional fazê-lo, e que não tenha sido formado pela queda acidental de um bloco. Na verdade parece-me que seria muito difícil que um bloco,apesar de solto tivesse se projetado para o vazio, sozinho. Para acontecer isso o bloco teria que ter a maior parte em balanço sobre o vazio, e os outros blocos que estão ao seu lado não mostram essa característica.Ha outra observação a fazer. Os blocos laterais estão bem soldados ao topo onde há uma marquise gigante. Porque o bloco central que inclusive estaria parcialmente atritado contra os dois laterais caiu? Era o que menos poderia cair. E quer dizer que esse bloco estava solto em cima enquanto os outros não?
    Vejo indícios muito fortes de intervenção humana, num inicio de trabalho para fazer um portal no estilo das culturas andinas. Mas para as duas fissuras que separam a parte do hipotético portal das duas imensas rochas laterais,não tenho explicação por agora.
    Mas quando teria acontecido tudo isso?
    Sendo um pouco mais ousado diria que isto só pode ter acontecido nos governos de Pachacutec e Tupac Inca Yupanqui, entre1438 e 1493. Amaru Inca Yupanqui só governou um ano porque Pachacutec seu pai o considerou muito fraco e como ainda detinha autoridade achou melhor substituí-lo pelo seu irmão Tupac Inca Yupanqui. Devemos lembrar que Amaru liderou uma expedição contra os guaranis,mas foi derrotado. Amaru Yupanqui era chamado de” o bondoso”. É evidentemente que esse tipo de qualidade não é apropriada para grandes conquistas. Essa expedição precisaria de maiores explicações. Sabe-se que houve lutas no oeste paraguaio, ou seja muito perto do Estado do Paraná.
    De Tupac Inca Yupanqui sabe-se que cruzou a linha do equador duas vezes e chegou abaixo do trópico de Capricórnio, ate a cidade de Constitución, abaixo de Santiago quatro vezes, ou seja esteve abaixo da latitude do Rio de Janeiro, chega-se a contar que foi ate a Terra do Fogo. Sabe-se que mesmo não indo pessoalmente, as vezes, mandou expedições a outros locais. Foi executada uma campanha na floresta amazônica com as tropas divididas em três comandos coordenados e entregues aos seus dois irmãos Amaru Yupanqui e Chalco Yupanqui e ao general Otorongo Achachi. Houve expedições militares ao interior da floresta amazônica em que apenas 1000 homens voltaram. Foi ate executada uma operação anfíbia mobilizando 10 000 homens em balsas, nas vertentes do rio Amarumayo, já na selva amazônica. Houve expedições nas quais ninguém voltou. Alguns cronistas citam a Tupac Yupanqui como um Alexandre da America do sul, sempre curioso por ir mais longe.
    Ainda príncipe, o inca Tupac Yupanqui, jovem com 25 anos, depois de conquistar o atual Equador desceu ate a costa e fez uma expedição marítima que chegou ate Mangareva na Polinésia e na volta passou pela ilha da Pasqua. Diz–se que levou um exercito com ele. Fala-se em 2 000 homens, alguns dizem que eram 20 000, mas seria demais, pois cada balsa poderia transportar no máximo 15 ou 20 homens. Fala-se em 200 balsas..Para transportar 20 000 homens seriam necessárias 1000 balsas,e mil balsas navegando juntas seria um caos.Alem de que para construí-las seria necessário derrubar uma floresta inteira , pois cada balsa era feita com 7 ou 9 troncos grandes .
    E se alguém duvida que os incas estiveram na ilha de Pasqua, veja a arquitetura do muro de Ahu Vinapu, não tem nenhuma diferença com a de Cuzco ou Machu pichu, além de que os moai tem as clássica orelhas alongadas típicas das classes mais elevadas do estado incaico. E nas ilhas Novas Hébridas também havia esse costume.Em Mangareva ate hoje existe uma dança tradicional chamada “a dança do rei Tupa” que conta a historia do filho do sol que os visitou vindo do leste e para onde voltou, mas trouxe tecidos cerâmica e coisas que eles não conheciam. Quem escreveu um livro ultimamente sobre esta viagem foi o Dr. Antonio A. Del Busto, escritor peruano.
    Mas esse impulso de conhecer e explorar dos incas chegou muito tarde porque menos de 100 anos depois, os espanhóis os estariam invadindo, e desmontando qualquer iniciativa.
    Devemos lembrar que quando os incas encontravam populações excessivamente selvagens desistiam de integrá-las ao seu estado.
    Vamos falar francamente, o estado incaico foi tão eficiente na America do sul quanto os romanos no Mediterrâneo e operavam da mesma maneira, para bem ou para mal. Eles também tiveram suas derrotas na “Floresta Negra”. Mas o que os derrotou de fato foi que quando os espanhóis chegaram encontraram o império dividido entre Atahualpa e Huascar, em plena guerra civil. E com ressentimentos tais que a múmia de Tupac Yupanqui foi queimada em Cuzco por partidários de Atahualpa. Tambem fizeram sua parte o sarampo a varíola e outras doenças trazidas pelos espanhóis, provavelmente incluindo sífilis de alta qualidade.
    O ódio a Tupac Yupanqui se explica por ele ter sido o conquistador da região de Quito. Huáscar, o irmão por parte de pai de Atahualpa, foi mantido prisioneiro com uma corda amarrada a sua clavícula ate morrer. Atahualpa era filho de uma princesa de Quito e Huascar de uma de Cusco.
    Athaualpa de bonzinho não tinha nada e se tivesse tido chance teria feito em pedaços a Francisco Pizzarro e seu grupo, que também,santos não eram.
    Os espanhóis como todos os europeus viam o ouro como fonte de riqueza e poder. Os incas e as culturas andinas chamavam o ouro de”suor do sol”e o usavam como ornamento e material artístico, inclusive por ser muito maleável. Alguém disse que no império inca havia ruas calçadas com ouro e telhados de ouro. Não é verdade. Os telhados eram feitos de palha que ficava dourada quando vista de longe. Mas no Q’orincancha, o templo principal em Cuzco certas paredes eram recobertas de prata ou ouro. Do lado de fora todo o perímetro do templo tinha no muro, um friso de ouro com 80 cm de largura. Dentro do templo havia um jardim com representação de plantas flores, aves,animais e ate árvores feitas de ouro e prata, alem de objetos em ouro e prata oferecidos pelos povos que faziam parte do império.Também havia a representação do deus sol, um disco de ouro maciço. Na realidade o que se conta sobre o ouro inca, e em parte deve ser verdade, é para deixar delirante a qualquer homem moderno. Pois se fala de tesouros que estariam escondidos em diversos lugares por ocasião da morte de Atahualpa, e que não caíram nas mãos dos espanhóis, entre eles o trono de Atahualpa todo em ouro. . E podemos apostar que muitos foram escondidos pelos caminhos quando se soube que os espanhóis,traindo sua palavra, executaram Atahualpa.
    È evidente que o grupo que veio com Pizarro não era o melhor que a Espanha tinha. E não devemos julgar a Espanha por eles. Alem disso por trás da Espanha estava o Vaticano, a fortíssima igreja católica e outros interesses com aos quais a Espanha tinha que conviver. Pizarro era filho de um porqueiro e ele mesmo dizia que se contava que uma porca o havia amamentado. Não parece que tinha muito amor próprio. E quem não se respeita , muito menos respeitará o que venha pela frente.
    Podemos presumir que a hipotética incursão inca a esta região deve ter durado poucos anos.Digo hipotética, mas muito provável. E adiciono, perfeitamente admissível e geo politicamente justificada. E se combina muito bem com os caminhos chamados de Peabiru e com ocorrências de ruínas não muito bem explicadas , principalmente na Serra do Mar., em Natividade da Serra, Salesópolis e Lagoinha , entre outras.
    Poderíamos dizer que a Face da Pedra da Gávea tem menos de 600 anos. O que estaria de acordo com a textura mais clara que vemos ali.em contraste com a cor do.resto da montanha, que com certeza já a forma básica há milhares de anos. Forma que pode ser natural, o que seria mais lógico ou ter sido parcialmente esculpida, hipótese pouco provável. Nesse último caso seria algo totalmente fora de nosso mais básico conhecimento, e não me arriscaria a fazer outras especulações, nem poderia.
    Devemos lembrar também a possibilidade de que se os incas chegaram ate o litoral de São Paulo, Santa Catarina ou Paraná, a partir daí poderiam navegar par o norte em balsas com vela que eles sabiam usar muito bem. O que eu não poderia especular é qual o tipo de madeira que poderiam usar aqui pois a madeira melhor para suas balsas era obtida nas florestas do norte do Peru. A madeira original vem da arvore chamada Ochroma Ppyramidale. E a balsa como embarcação, deve ter muitas qualidades porque as jangadas nordestinas, na verdade são pequenas balsas.
    A vantagem da madeira das balsas incas era que não encharcava muito rápido , era madeira muito leve e de lenta absorção. Estão com a palavra os conhecedores de madeiras brasileiras da região sudeste com qualidades parecidas.
    Atribuir as obras a que nos referimos a culturas antediluvianas ou a Atlântida é uma aberração e falta de discernimento lógico. Se houve alguma intervenção anterior, e pode ter havido. Não posso nem tentar entrar no mérito dessa questão porque não tenho como, ver indícios claros, pelo menos a flor da terra. Só estou tentando achar um contexto lógico e possível para a Pedra da Gávea e por similitude e proximidade também à “Íbis” do Pão de Açúcar.Não posso envolver na questão o chamado” Índio do Corcovado”por não ter pesquisado o assunto em campo.
    E ainda temos os que atribuem tudo a extraterrestres que teriam feito tudo com raios laser. Ou ainda dizer que os extraterrestres teriam uma base dentro da Pedra da Gávea. Os extraterrestres não precisam da Pedra da Gávea nem de base dentro dela, eles devem ter seus problemas, como nos temos os nossos, e devem ter muito que fazer. Alem de coisas mais interessantes onde aplicar sua tecnologia. Desde que eles existam.
    Se perguntarão de onde tirei essa hipótese.Baseado em que ?
    Tudo o que eu disse esta baseado em 47 anos de observações no local e 443 subidas à Pedra da Gávea, mas mesmo assim não poderia ser categórico, sem pesquisas que comprovem os fatos.Somente escavações bem direcionadas vão responder categoricamente.
    O toque engraçado disso tudo e que muitos anos atrás dois montanhistas disseram ter visto ou ter tido a visão de que subindo de noite na Pedra da Gávea teriam sido perseguidos por um índio diferente que parecia um inca. Quem sabe, eles estavam certos…
    Se a premissa de uma origem incaica para os monumentos citados for aceita. Será mais fácil determinar que tipo de pesquisas em campo deverão ser feitas.E nesse caso o topo da cabeça do imperador deveria ser pesquisado. pois se o local foi freqüentado por eles devem estar enterradas as três pedras em forma cônica dispostas em forma piramidal que eram colocadas nos topos das montanhas importantes para eles geralmente numa plataforma mais ou menos aplainada, e que tinham uma grande simbologia,tanto política como religiosa, assim como os terraços existentes em vários pontos da montanha devem ser analisados em sua estratigrafía para verificar sua constituição. As trilhas empedradas em zig zag e sua execução também podem ser analisadas.
    E considerando tudo que analisei poderia levantar a hipótese que de fato tenha havido uma incursão provavelmente incaica por esta região assim como por outras próximas sempre em busca de ouro, que para eles era metal sagrado. Como não acharam nada aqui,não permaneceram.
    Mas o que me parece mais provável é que o tumulto político causado pela guerra civil e a invasão espanhola desarticulou tudo. E isso determinou o fim do estado incaico, não podendo haver continuidade. Devem existir ruínas de pontos de passagem e fortificações(pucarás) em alguns lugares ainda não identificados, como é o caso de lugares no estado de São Paulo.
    Faço mais um raciocínio .se o objetivo era chegar ao mar atlântico , e chegaram. Porque haveriam de continuar explorando por terra , se seria possível primeiramente explorar a a costa com muita mais facilidade.e com muito menos recursos movilizados . Alem de ter que avaliar um território enorme?
    E nesse caso eu teria atingido alguns pontos na costa que me chamassem a atenção e os balizaria . Mas o curioso É que as esculturas da Ibis e da face da Gávea estão viradas de costas para o mar. E agora ? No entanto a Pedra da Gávea e o Pão de Açúcar são inconfundíveis de qualquer ângulo.
    Todas as estatuas da ilha da Pasqua estão de costas para o mar. Pode haver uma justificativa.
    Parece uma hipótese viável e espero que inspire discussões e pesquisas. E se minhas observações não servirem para nada. Sugiro que alguém escreva um romance, porque acredito ter dado um bom argumento, poderá dar uma narrativa interessante. E reivindico o direito de sugerir o nome:
    “A Face de Wiracocha “. Que tal?
    Poderia ate dar um filme bem melhor do que os que foram feitos sobre a Pedra da Gávea, ate agora.
    Creio que devo fazer mais uma reflexão. Tudo o que especulei acima pode estar errado. Mas não consigo achar dentro de um raciocínio lógico e razoavelmente realista hipóteses mais apropriadas. Todas as outras que aventei não tem um mínimo de dados nem para fazer especulações. Mas as reflexões e pesquisas devem continuar ate a verdade sair a tona.

    Arquiteto Carlos Perez Gomar Outubro 2011 ( infelizmente as fotos nao saem aqui, mas se quiser mando por email)

  26. Luis Pro disse:

    La importancia de Pe a Biru no ha sido reconocida y menos conocida en el Perú. Tampoco que fue un Portugues llamado Alejandro García quien descubrió el Peru (Viru en lengua guarani). La entrada exploratoria con fines de saqueo del oro y la plata fue realizada en 1524, 8 años antes de la entrada con iguales fines del español Francisco Pizarro, oficialmente el descubridor del Peru (1532). A todo eso se agrega que la existencia de un reino extremadamente rico al final del Peabiru ya se conocía desde antes de la llegada de los españoles a America. Este reino lleno de riquezas se conocía como el VIRU de donde se deriva la palabra Peru. Curiosamente, VIRU significa en Guarani actual “Plata” “Dinero” :por consiguiernte el nombre del Peru (Viru) realmente significa Plata y Dinero. Este dato curioso hace que existan dos paises en sudamerica cuyo nombre tienen un origen comun: ARGENTINA (plata en Latin) y VIRU (PERU) (plata en Guarani). Actualmente existe en el norte del Peru una provincia llamada Viru (con la manera original de escritura). En los colegios ignoran la historia de Alrjo Garcia, el Pe a Biru y menos que Viru es Plata y es el origen real del nombre del Peru.
    Increible, verdad?
    Traducir del Castellano al Portugues si se tiee dificultad en entender.

  27. Toninho Fernandes disse:

    Independente de ser ou não um caminho mítico, já que para todos os povos pré-colonizados não havia distinção como há hoje entre a cultura e a religião, as pessoas viviam dentro de uma cultura ligada a religião, então provavelmente esses caminhos eram cultuados como sagrado, é hoje o Caminho de Compostela. Acredito sim ter havido esses caminhos que se interligavam se comunicavam por vasta área de nosso continente. Ficamos sempre nessa bobagem de achar que as coisas daqui da pobre America Latina são de menor importância e por conta disso os pesquisadores com formação acadêmica têm preconceito em pesquisar coisas de real importância para nós e nos revelar detalhes que poderiam mudar os rumos da história e dos povos que habitaram as Américas. Dão mais importância a pré-história: Européia, Asiática, Oriente Médio – do que ao de nosso Continente. Quando algum pesquisador acadêmico descobre algum sitio arqueológico e o data, e se essa datação é anterior ao que se acredita da ocupação do Continente ou foge ao pré-concebido esquema de que a America foi colonizada a partir da passagem dos povos da ponta da Russia para o Alasca e que esses povos vieram migrando e ocupando toda a América, são simplesmente massacrados e desacreditados pelos tais doutores da verdade. A verdade é que não sabemos nada desses povos que habitaram as Américas, de onde realmente vieram, em que época, quais suas cidades, que área ocuparam e até seus verdadeiros nomes sabemos. Aprendemos em nossas escolas sobre os Sumérios, Babilônios, Assírios, Egípcios, Gregos, Romanos e por aí afora, e a nossa cultura, e nossos povos, e nossa origem? Continuamos achando que a cultura grego-romana é a primordial, já que nós colonizadores proviemos dela. Não damos importância a cultura e povos das Américas, continuamos achando que Peru e Bolívia são países menores, pobres, sem importância na atualidade e por cota disso não podem ter sido um dia palco de uma civilização bem mais avançada do que aquelas que estudamos na escola. Puro preconceito. Uma vez visitando o sitio de um amigo na cidade de Pariquera-Açu, região sul e litorânea do Estado de São Paulo, o porprietário mostrou, ao fundo do sítio um caminho e disse: “não sei porque, mas este caminho fica sempre assim, a mata aos lados cresce, mas nele a vegetal é sempre assim rasteire”. Esse caminho fica uns 30cm abaixo do nível normal do restante do terreno e tem uns 2 metros de largura, está lá, pra quem quiser ver. Não sou estudioso e nem sei muito sobre o Peabiru, estou escrevendo isto por que li que uma das rotas ligava a cidade de Cananeia, e esse caminho que digo é justamente em direção a essa cidade do litoral.
    Grande abraço a todos, e torço para que pesquisadores acadêmicos deixem seus preconceitos de lado e passem a pesquisar a nossa história.

  28. Brasil A Holsbach disse:

    Moro em Guaíra (pr) desde 1946 e conheci as ruinas da Ciudad Real del’Guayrá, possível rota de Peabiru rumo ás minas de prata de Potosi. Vi este site na obra Ësta Terra tem Dono escrita pelo Prof Dr. Omar Fedato Aleksiejuk. Gostaria de conhecer mais pessoas interessadas na história desta região; Lamento a todo instante o fato incontestável da destruição do substrato histórico da minha Guaíra pela classe política que arrasou e continua arrasando o parque cultural da barranca do rio.A última ruína da barranca do rio Paraná está seguindo o destino das antigas construçoes da Cia Mate Laranjeira e do Servico de Navegacáo da Bacia do Prata. A igrejinha de pedra há 12 anos se deteriora porque pertence ao Município e particular está impedido de socorrê-la. Ao contrário das cidades argentinas e paraguaias que margeiam as mesmas águas que passam por Guaíra, não temos sequer um boteco que dirá um restaurante para oferecer um peixe ou um pirão na barranca do Rio.
    .O brasileiro que quiser comer um peixe numa ilha ou numa barranca vai a Ayolas, Posadas, Corrientes ou Encarnación e dá para os estranjeiros o dinheiro que poderia ficar em Guaíra se a nossa política e o nosso Ministério Público adotassem uma conduta condizente com a tradição hospitaleira do nativo matogrossense e da cultura do povo do Paraná. Se não for verdade o que estou dizendo, mostrem-me o centro histórico de Guaíra, um prédio antigo preservado ou restaurado: pelo menos um quiosque ou um restaurante na margem do rio Paraná, quem sabe, um ponto onde a Polícia Federal e a Receita permitam ao turista ou ao guairense fotografar o por-do-sol refletido na água do Rio…E os Prefeitos (passados e presente), e o Vereadores, o que fizeram?- Doaram, doaram, doaram tudo o que puderam doar (se pelo menos tivessem vendido… será que na cabeça deles o guairense tem mais dinheira do que o Governo Federal?
    A Prefeitura não só abandonou como demoliu as ruínas do Centro Histórico e os Vereadores estão abandonando o prédio que já recebeu o Presidente Getúlio Vargas para se apossar resto a da Praça João XXIIII. Curiosamente existe Secretaria de Turismo… p’ra que, além do comer o IPTU?

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