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pose de fotógrafo – foca cruz

Com o retrato do artista gráfico Foca durante a feijoada de sábado, está inaugurada a sessão “Pose de Fotógrafo”, destinada a registrar aqueles que pedem a pose, mas continuam bonitos na fotografia!
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5 comentários para “pose de fotógrafo – foca cruz”

  1. Giselle H. disse:

    Óooooo-te-mooooooo!
    Belo sorriso do Foca San!
    Isso é foto simpática!

  2. foca disse:

    gilson não deixa por menos… mas esse cara nunca poderia ser um fotógrafo!!

  3. liz disse:

    esta foto me fez lembrar da música que dizia “fotografei você na minha Rolley Flex, revelou-se sua enorme ingratidão”
    João Gilberto, se a memória não me falha….

  4. Giselle H. disse:

    “Desafinado”, do Tom Jobim…
    Ê, sorriso de foca!

  5. hfreire disse:

    amiigo, por um desses fantasmas da maquina, perdi seu endereço eçletronico.o meu e hfreire@rochatop.co.br, meanwhille, recuperei esse vlho texto que fala de cartuns. veja se gosta

    cartun cartuns
    Curitiba, 20 de novembro de 2006

    Milton Friedman, figura maior do pensamento econômico liberal desde Smith, morreu semana passada.

    Suas idéias quando postas em pratica foram um sucesso, principalmente se você acredita que os fins justificam os meios, como no caso do Chile.

    Pensei em escrever como será seu paraíso perdido, onde tudo é privado, mas desisti. Respeito à morte, ao menos enquanto recente. Tanto que dias atrás mandei um e-mail mal criado a Globo, protestando pela piada horrenda que a Ana Maria Braga fez em seu lamentável programa. Tinha há ver com dar um Legacy para cada jogador do Cohrintias para que acertassem o Gol (argh).

    Cuida-te primo, ou vai acabar dando receitas na tela.

    Já um cartum não ofende, a não ser é claro que você seja muçulmano, portanto se soubesse desenhar, poria o velho Milton ao lado de Marx numa nuvenzinha daquelas e, olhando para China, um dos dois diria:

    – Onde foi que acertamos ?

    Alias, que falta faz o Henfil. Conversava com o amigo OD II sobre o que, a propósito de Hanna Harendt, chamei de banalização da tragédia. A filosofa judia cunhou o termo Banalização do Mal a partir das impressões colhidas durante o julgamento de Adolf Eichmann que ela cobriu em Jerusalém para a New Yorker. Nada de mais no responsável pela logística dos campos de concentração Nazis, nenhum monstro verde babando sangue, nem sinistros bigodinhos ou poses ridículas, somente um cinzento e eficiente burocrata, desses presentes nas repartições de qualquer tempo ou lugar. Seus despachos, que organizaram corretamente trens e fornos levando a morte milhões, num outro regime teriam resultado em, por exemplo, um belo programa de aleitamento infantil.

    Já eu tratava da nossa indiferença crônica enquanto sociedade, às crianças que jogam bolinhas nos sinais das cidades em troca de trocados, e que já são figurinhas fáceis do cotidiano urbano, como os shoppings e os outdoors da Gisele. Parado num sinal, vi recentemente dois dos inevitáveis malabaristas instantâneos inovando. Usavam monociclos. Pensei logo no pai do Baixim e da Graúna desenhando uma situação na qual um circo seria montado no intervalo do sinal, com trapezistas se pendurando no semáforo, corda bamba no fio de luz, domador de vira-latas e o apresentador de cartola e calça culote em cima de uma lata de lixo a gritar o inevitável respeitável publico.

    Gosto do Henfil, por que abstraio seu esquerdismo primário, e o Br tem alias toda essa geração ótima de cartunistas, como o Laerte e o Angeli, cujo nome, Millor sacou, é anagrama de genial.

    Mas meu favorito é mesmo o Gary Larsen, das tirinhas Far Side. Tem o Crumb também, mas no fundo acho que o que ele faz é literatura em quadrinhos e não cartun.

    Pouco conhecido no Brasil, Larsen é de uma inocência e pureza que só os americanos sabem tornar engraçado e esbanja duas grandes qualidades humanas que prezo tanto ou mais que qualquer outra – imaginação e curiosidade. Suas vitimas são seres humanos, vacas, extraterrestres, tamanduás, elefantes, insetos, monstros, tubarões, alces, senhoras que jogam bridge e toda espécie de criaturas estúpidas.

    Numa tira um caipira condena a raça humana à extinção por sacudir efusivamente pela cabeça um ET em forma de braço. Em outra, Tarzan dá uma festa em sua casa e tudo ia muito bem até que Tantor, o elefante, vê um piano com teclado de marfim.

    Poesia pura.

    Certa vez saiu com uma que mostra uma macaca que, achando um cabelo loiro nas costas do marido, diz – Aquela vaca da Jane Goodal… (that Jane Goodal tramp), se referindo à maior especialista e defensora dos gorilas das montanhas de Uganda, essas bestas sagradas, eternamente ameaçados de extinção pelos caçadores que vendem suas mãos como cinzeiros (quem compra tais atrocidades???).

    Consta que a assessora da cientista ligou para o recluso e ultra tímido Larsen, que relutou em atender, antevendo um longo e custoso processo judicial, tão comum nos USA. Na verdade, tudo o que ela queria era licenciar o cartum e imprimi-lo em camisetas da Fundação Jane Goodal, o que acabou sendo feito com enorme sucesso.

    Gary é visivelmente um ex-menino cientista maluco, daqueles que todos conhecemos um ou mais exemplares na infância. Desses que dissecavam sapos e faziam experiências misturando os perfumes e os temperos da mãe, passavam horas com a lanterna no quintal observando insetos e sempre tiravam 10 na prova de ciências. Os famosos nerds americanos, que invariavelmente dão em bem sucedidos médicos, cartunistas, ou donos da Microsoft.

    O meu foi o Enzo, amigo do colégio Medianeira, hoje cirurgião, e que a época desenhava monstrinhos durante as aulas de religião. Sua criação imortal, o UrubuSauroHumaNeuza, que ainda hoje diverte meus filhos, tinha cabeça de urubu, corpo de dinossauro, pés de ser humano e o cabelo enrolado da Neuza, sua empregada, que, por exclusão, não era humana. Se isso não ilustra bem o preconceito e a até certo ponto saudável maldade infantil, não sei o que o faz.

    Carlos Fluentes, o outro grande mexicano que me esqueci de mencionar em meu texto-novela-mexicana, conta no seu recente de A a Z que ora leio que, perguntado por Milan Kundera se já havia lido Kafka, respondeu que claro que sim . Mas em alemão? – o checo escrevia em alemão, sua segunda e às vezes primeira língua – Se não, nunca leu.

    Pois bem, desde que comecei me interessar por poesia e literatura, passei a desconfiar de traduções. Com as raras exceções de gente como o Augusto de Campos que chega às vezes a superar o traduzido, o bom mesmo é ler no original. Devíamos todos, de pequenos, sermos mais forçados a aprender línguas. Vale para os clássicos e para os cartuns.

    Se não, vejamos:

    Numa tirinha do doce bárbaro Hagar, o Horrível do Dik Brownie, alguém pergunta ao Lucky Ed, o intelectualmente prejudicado escudeiro do Viking, como reconhecer seu chefe.

    Fácil diz Ed, é o cara de barba com chifres. No próximo quadrinho vemos o sujeito em duvida diante de um inusitado trio: Hagar, um bode e um barbudo musico de jazz tocando uma corneta, alem de mais alguns instrumentos largados pelo chão.

    Como traduzir “horn”, ao mesmo tempo chifre e instrumento de sopro, de forma a preservar a graça da piada?

    E, se tradução é traição, refilmagem não fica atrás. Fui ver o remake do Homem de Palha com Nicholas Cage, traduzido pra cá como O Sacrifício. No fim não é um mal titulo, já que sofremos duas horas procurando em vão tudo àquilo que era legal no original.

    Onde estará o erotismo não vulgar presente em toda trama?

    E a Brit Ekland, substituída por uma-la–qualquer ?

    E, principalmente cadê a estupenda trilha sonora?

    Essa versão prescinde justamente do conflito (que remete ao imperador Juliano) entre o policial irlandês, ultra cristão e o Conde vivido pelo vampirão Christopher Lee, que cultua e cultiva os deuses celtas e os rituais carnavalescos pagãos da idade media, reduzindo o primeiro num policial tipo CHIPS e o segundo numa senhora de meia idade que parece mais uma freira a paisana.

    Ou seja, a mesma inocência americana que faz a graça de Larsen, transmorfa historia do Homem de Palha em mais um banal psycho-thriller, desses que dão em pilhas nas locadoras.

    Alias a minha favorita aqui em CWB chama-se justamente, Cartoon.

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